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Tribunal recusa recontagem total de votos no México | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Instituto Federal Eleitoral do México descartou neste sábado uma recontagem manual de todos os votos das eleições de 2 de julho, que vem sendo pedida pelo candidato derrotado, o esquerdista Andrés Manuel López Obrador. Mas a autoridade eleitoral ordenou uma recontagem parcial das urnas: 11.839 de um total de mais de 130 mil terão de ser reavaliadas. Os sete magistrados realizaram neste sábado uma sessão pública, despertando expectativas nos mexicanos, em particular os milhares de militantes de López Obrador, do Partido Revolucionário Democrático (PRD), que passaram a semana acampados nas principais ruas do centro da cidade do México. Na praça do Zócalo, no coração da cidade do México, milhares de simpatizantes de López Obrador assistiram ao julgamento em um telão, entre gritos de "voto a voto!". Eles bloquearam a entrada do tribunal depois que a decisão foi anunciada, gritando: "Sem solução, haverá revolução". Representantes do Obrador haviam deixado a sessão do tribunal em protesto. O candidato vinha afirmando que não aceitaria uma recontagem parcial dos resultados oficiais, que deram ao candidato oficial do Partido da Ação Nacional (PAN), Felipe Calderón, uma vitória de pouco mais de pouco mais de meio ponto percentual. Protestos Desde o domingo, o centro da metrópole de 20 milhões de habitantes é palco de acampamentos que López Obrador descreveu como "pacífico". Centenas de milhares de apoiadores de López Obrador participaram de manifestações nesta semana. Entre 500 mil e dois milhões de pessoas se reuniram na segunda-feira na mesma praça do Zócalo, para um comício do candidato derrotado. A eleição foi considerada "limpa" por observadores internacionais, mas a polêmica divide a sociedade mexicana. Um grupo de intelectuais que havia expressado simpatia pela causa de Obrador, entre eles o escritor Carlos Monsiváis, recuou em seu apoio aos atos de desobediência civil do candidato derrotado. O tribunal tem até o dia 6 de setembro para declarar presidente um dos candidatos, ou anular as eleições. O novo presidente substiuirá Vicente Fox no dia 1º de dezembro. |
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