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Obrador exibe vídeos com supostas fraudes | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O candidato derrotado nas eleições presidenciais do México, Andrés Manuel López Obrador, exibiu na segunda-feira vídeos que ele chamou de provas “irrefutáveis” de que houve fraude no pleito de 2 de julho. No vídeo mais polêmico, posteriormente contestado pelas autoridades eleitorais mexicanas, um suposto cabo eleitoral do candidato vitorioso – o oficialista Felipe Calderón – deposita votos em uma urna marcada como eleições legislativas, também realizadas em 2 de julho. A cena, qualificada por Obrador como “fraude no velho estilo”, foi gravada no Estado de Guanajuato, centro do país, terra do presidente Vicente Fox e base eleitoral do Partido da Ação Nacional (PAN). Num segundo vídeo, o presidente de um conselho distrital no vizinho Estado de Querétaro se recusa a abrir uma urna que continha mais votos que eleitores registrados. “Estou certo de que o povo não vai permitir esse abuso”, disse Obrador a repórteres, durante a exibição das imagens no seu comitê de campanha. Versão oficial O Instituto Federal Eleitoral (IFE) mexicano contestou o primeiro dos vídeos exibidos pelo candidato derrotado. Em nota, o IFE disse que as imagens foram “mal interpretadas” e que correspondem na verdade ao procedimento de colocar na urna correta alguns votos que estavam na urna errada. Segundo o instituto, por um acordo entre os funcionários da mesa eleitoral em questão, o presidente do colégio eleitoral tomou a medida sob a supervisão dos fiscais partidários. Mas o IFE não se pronunciou sobre o segundo vídeo. Já o porta-voz do partido vencedor, o PAN, corroborou a versão oficial no primeiro caso. Ele observou que, no caso de Querétaro, o representante do Partido da Revolução Democrática (PRD), de López Obrador, “gravou, consentiu e assinou a ata da urna correspondente sem fazer constar, em nenhum espaço da mesma, seu protesto”. Nana Vázquez afirmou que o candidato derrotado quer apenas “surpreender a opinião pública” e “apresentar elementos espetaculares”. Batalha em várias frentes Ontem à noite, o PRD entrou com ação formal de 900 páginas no Tribunal Eleitoral do Poder Judiciário da Federação (TEPJF), a mais alta instância eleitoral mexicana. A corte tem até o dia 31 de agosto para decidir sobre as impugnações demandadas pelo PRD e até 6 de setembro para anunciar quem é o presidente do país. Enquanto isso, López Obrador convocou uma marcha para quarta-feira. O candidato derrotado espera repetir o sucesso da manifestação do último sábado, quando 100 mil pessoas foram à praça do Zócalo, no centro da cidade do México, para apoiá-lo. Os representantes do PRD declararam ainda que vão percorrer embaixadas para pedir aos representantes estrangeiros que não parabenizem Felipe Calderón. Vários chefes de Estado o fizeram na semana passada, o que incomodou o candidato derrotado. Na noite da segunda-feira, o porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, declarou que Bush – que já falou por telefone com Calderón – respeitará a decisão da Justiça mexicana sobre as eleições do país. |
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