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Ataques no Iraque matam pelo menos 36 pessoas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dois grandes ataques nesta quarta-feira deixaram pelo menos 36 mortos no Iraque, segundo a polícia. No atentando mais violento, uma explosão em um mercado de Bagdá deixou pelo menos 24 mortos e mais de 35 feridos. Chamado al Shurja, o mercado já foi alvo de outros ataques, sendo que há três semanas uma bomba matou dez pessoas no local. Em outro incidente neta quarta, pelo menos 12 pessoas morreram quando uma bomba explodiu em um centro de recrutamento na cidade iraquiana de Hilla, que fica a cerca de 90 km ao sul de Bagdá. O número de feridos também foi alto: 38 pessoas. Hilla é capital da província de Babel, área onde convivem comunidades xiitas e sunitas e a cidade também tem sido palco constante de ataques. Foi em Hilla que aconteceu o ataque mais mortal desde a invasão comandada pelos EUA em 2003, quando um carro bomba explodiu em fevereiro de 2005, matando 125 pessoas. Guerra civil? A violência no Iraque tem se desenvolvido em várias frentes, que muitas vezes se misturam. Há os ataques de insurgentes contra forças de segurança iraquianas ou a coalizão liderada pelos americanos, que em muitos casos matam também civis. Com frequência, locais públicos – como o mercado em Bagdá – também são alvos de atentados que matam indiscriminadamente a população civil. Além disso, a violência sectária, normalmente opondo xiitas a sunitas, também tem deixado um grande número de mortos, sendo que ela envolve desde atentados até raptos e torturas. Para muitos analistas, o país está caminhando em direção a uma guerra civil de grandes proporções. Alguns acreditam que o país já vive um conflito civil de baixa intensidade. Durante as décadas de governo do partido Bath, de Saddam Hussein, a minoria sunita dominava a maioria xiita. O novo governo iraquiano tenta estabelecer um equilíbrio étnico em sua composição, mas parte da insurgência sunita se ressente da perda de privilégios. As comunidades xiitas, que também contam com milícias, dizem se sentir ameaçadas pela violência. Na terça-feira, foram encontrados 11 corpos nas proximidades de uma escola em Bagdá. A polícia disse que as vítimas, cujas identidades não foram reveladas, foram torturadas e alvejadas na cabeça e no peito. |
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