BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 29 de agosto, 2006 - 12h23 GMT (09h23 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Em aniversário do Katrina, Bush visita Nova Orleans
Bush encontra-se com funcionários de uma casa de panquecas em Nova Orleans, Louisiana
Bush participa das cerimônias de 1 ano do Katrina em Nova Orleans
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, chegou à cidade de Nova Orleans, na Louisiana, onde deve participar, nesta terça-feira, das cerimônias que marcam um ano da passagem do furacão Katrina.

Alguns bairros da cidade, a mais atingida pelo furacão e enchentes resultantes da ruptura de diques, continuam destruídos e praticamente metade da população ainda não voltou para suas casas.

Na segunda-feira, o presidente esteve no Estado do Mississippi, que também foi atingido pelo furacão, onde defendeu a resposta do seu governo à tragédia causada pelo furacão Katrina no ano passado.

"Há um ano, eu prometi ajuda federal", afirmou Bush em Biloxi, no Mississippi, a sua primeira parada num giro pelos locais mais arrasados pelo Katrina. "Eu estava falando sério. Nós alocamos US$ 110 bilhões (cerca de R$ 242 bilhões) para ajudar na reconstrução dessa área", acrescentou o presidente.

Frustração

Dos US$ 110 bilhões aprovados pelo Congresso, no entanto, apenas US$ 44 bilhões (R$ 97 bilhões) foram gastos, em meio a disputas entre autoridades municipais, estaduais e a Casa Branca.

Cerca de 1,5 mil pessoas morreram quando o furacão atingiu os Estados do Mississippi, da Louisiana e do Alabama no dia 29 de agosto do ano passado.

Bush reconheceu a frustração das pessoas com a ajuda federal, que foi muito criticada na época do desastre.

"Nós entendemos que as pessoas ainda estão ansiosas para entrar em suas casas. As pessoas ouvem falar da ajuda e se perguntam onde ela está. Nós sabemos disso", disse Bush.

O presidente se encontrou com líderes comunitários de Biloxi e caminhou por uma área devastada.

Nesta terça-feira, Bush deve tomar café da manhã com o prefeito de Nova Orleans, Ray Nagin, que criticou bastante as atitudes dos governos federal e estadual em relação ao desastre.

Grande parte de Nova Orleans foi inundada quando os diques que protegem a cidade cederam.

Os que não tiveram meios de escapar antes da chegada do Katrina, principalmente os pobres e idosos, foram abandonados na cidade. As cenas de miséria e desespero que se seguiram chocaram o mundo.

Nagin disse esperar que leve cerca de cinco anos para que o nível populacional se recupere - menos de 200 mil pessoas, de uma população original de meio milhão, já retornaram para a cidade.

O prefeito também prometeu defender a preservação de bairros negros tradicionais, embora se discuta se essa é a melhor saída dos pontos de vista econômico e ambiental.

A visita de Bush coincide com alertas meteorológicos de que a tempestade tropical Ernesto, atualmente em Cuba, pode atingir a Flórida com mais força durante esta semana.

A tempestade ganhou força no domingo, adquirindo status de furacão, antes de se enfraquecer novamente.

Nova Orleans durante a passagem do KatrinaKatrina, 1 ano
Antes e depois do furacão.
Nova Orleans durante a passagem do KatrinaKatrina, 1 ano
Acompanhe como foi a tragédia.
Policial trata menino em Nova OrleansRetirada
Moradores são evacuados à força de Nova Orleans (vídeo).
Veja
Cortez StewartReencontro
Seis meses após Katrina, criança volta à família
Veja
Dirce, Milena e SandraNova Orleans
Brasileiras trabalham na reconstrução da cidade.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Países do Caribe divulgam alerta de furacão
27 de agosto, 2006 | Notícias
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade