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Prisioneiros foram 'abandonados' durante Katrina, diz relatório | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um grupo de defesa das liberdades civis dos Estados Unidos afirmou que milhares de prisioneiros na principal penitenciária de Nova Orleans foram abandonados na enchente gerada pelo furacão Katrina em 2005. Um relatório da União Americana de Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês) afirma que os detentos da Penitenciária do Condado onde fica Nova Orleans ficaram presos em celas inundadas, sem água potável ou comida. "O gabinete do delegado do Condado de Nova Orleans estava completamente despreparado para a tempestade", disse Tom Jawetz, membro do Projeto Nacional de Prisões. "A Sociedade para Prevenção de Crueldade com Animais do Estado da Louisiana fez mais por 263 animais perdidos do que o chefe de polícia pelos 6,5 mil homens, mulheres e crianças sob seus cuidados", acrescentou. O chefe de polícia do Condado de Nova Orleans, Marlin Gusman, negou as acusações. "As mentiras dos detentos e ex-funcionários insatisfeitos já foram analisadas e desacreditadas muitas vezes", disse Gusman em uma declaração enviada por e-mail à agência de notícias Associated Press. Gusman afirmou que os detentos foram retirados em segurança, sem nenhuma ocorrência de morte ou ferimento grave. Relatório Segundo o relatório da ACLU, as condições dentro da penitenciária "estão entre os piores horrores causados pelo furacão Katrina". A organização entrevistou prisioneiros, menores detentos e funcionários da prisão. O relatório culpa o treinamento de emergência inadequado das autoridades locais e a atitude de autoridades da prisão pelas condições enfrentadas pelos detentos. "Enquanto as águas das enchentes subiam dentro da penitenciária, os prédios ficaram sem eletricidade e edifícios inteiros ficaram no escuro", afirma o relatório. "Funcionários abandonaram seus postos, deixando prisioneiros trancados em celas, alguns com água suja de esgoto na altura do peito", acrescenta o documento. Alguns dos guardas da prisão foram deixados sozinhos e não conseguiram prestar assitência aos prisioneiros. Embaixo d'água Entre os casos relatados está o de Ashley George, de 13 anos, que junto com outros 300 menores detentos em um centro local, foi transferida para a prisão dos adultos. Ela passou dias com água a altura do pescoço antes de ser resgatada junto com outros adolescentes por prisioneiros adultos. A ACLU pediu uma investigação federal sobre possíveis abusos nas prisões da Louisiana durante e depois da passagem do furacão em agosto de 2005. A passagem do Katrina pelo Estado americano deixou 1,5 mil mortos e centenas de milhares tiveram que deixar suas casas. |
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