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Atualizado às: 28 de agosto, 2006 - 02h30 GMT (23h30 Brasília)
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Ataques matam cerca de 50 pessoas no Iraque
Ônibus queimando depois de ataque no domingo em Bagdá
Ônibus queimando depois de ataque no domingo em Bagdá
Um dia de ataques matou pelo menos 47 pessoas no Iraque neste domingo, em diversos pontos do país.

As explosões e ataques deixaram muitos feridos e aconteceram em mercados, perto de um hotel e nos arredores dos escritórios de um jornal.

O primeiro-ministro iraquiano Nouri Maliki disse que os ataques estão em declínio e afirmou que o governo jamais permitiria uma guerra civil no país.

O ataque mais violento ocorreu em Khallis, uma cidade de maioria xiita ao norte da capital Bagdá. Atiradores mataram 14 pessoas em um mercado, disparando em todas as direções contra as pessoas que estavam no local.

Em Bagdá uma bomba colocada em um microônibus perto do hotel Palestina matou nove pessoas e feriu outras 14.

Horas antes, outro carro-bomba tinha explodido perto da redação do jornal estatal Al-Sabah - duas pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas.

Este foi o segundo ataque semelhante ao jornal - estatal, mas financiado pelos Estados Unidos - neste ano.

Segundo correspondentes da BBC, insurgentes do Iraque costumam atacar jornalistas que trabalham para a imprensa estatal.

Atiradores também mataram três guarda-costas do ex-vice-primeiro-ministro, Abd Mutlaq al-Juburi, enquanto seu comboio viajava para a capital.

Na cidade de Kirkuk, dois ataques simultâneos com carros-bomba mataram nove pessoas e feriram outras 22.

Um suicida em uma motocicleta matou sete pessoas na cidade de maioria xiita Basra. Outras dez ficaram feridas no ataque que ocorreu no mercado da cidade.

Atiradores mataram duas pessoas na cidade de Mosul, ao norte, e um soldado americano foi morto a tiros em Bagdá.

'Sem aumento'

Falando à CNN, o primeiro-ministro iraquiano Nouri Maliki afirmou que a violência em seu país não está aumentando.

"Não estamos em guerra civil - o Iraque nunca vai enfrentar uma guerra civil", disse Maliki ao canal de televisão americano.

"A violência está em declínio e nossa habilidade no setor de segurança está aumentando", acrescentou.

Pacto anti-violência

Os ataques ocorrem um dia depois que centenas de chefes tribais iraquianos fecharam um "pacto de honra" para reduzir a violência entre grupos civis no Iraque.

Reunidos no sábado em Bagdá, os líderes concordaram em apoiar um plano de reconciliação nacional proposto pelo primeiro-ministro, Nouri-al-Maliki.

A reunião foi a primeira de uma série de encontros convocados pelo primeiro-ministro para promover o diálogo e a unidade nacional.

Autoridades afirmam que a violência já diminuiu em áreas de Bagdá onde o patrulhamento de casa em casa é realizado por forças conjuntas de iraquianos e americanos.

Segundo o Exército americano, buscas já foram feitas em 31 mil edifícios e 25 mesquitas. Nas duas últimas semanas, 70 suspeitos foram presos, e 529 armas foram apreendidas.

Mas a paz depende de fatores que permanecem uma incógnita.

Militares no Iraque dizem que reabilitar a confiança na polícia iraquiana, percebida como muito influenciada pelo sectarismo, será um desafio.

Além disso, o primeiro-ministro Al-Maliki terá de ser bem sucedido em seu esforço para angariar apoio político para desarmar as milícias.

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