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Em visita ao sul dos EUA, Bush defende resposta ao Katrina | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, defendeu nesta segunda-feira a resposta do seu governo à tragédia causada pelo furacão Katrina no ano passado. "Há um ano, eu prometi ajuda federal", afirmou Bush em Biloxi, no Mississippi, a sua primeira parada num giro pelos locais mais arrasados pelo Katrina. "Eu estava falando sério. Nós alocamos US$ 110 bilhões (cerca de R$ 242 milhões) para ajudar na reconstrução dessa área", acrescentou o presidente, discursando a céu aberto. Dos US$ 110 bilhões aprovados pelo Congresso, no entanto, apenas US$ 44 bilhões (R$ 97 milhões) foram gastos, em meio a disputas entre autoridades municipais, estaduais e a Casa Branca. Nesta terça-feira, quando o país inteiro deverá lembrar o primeiro aniversário do Katrina, Bush estará em Nova Orleans, na Louisiana, a cidade que mais sofreu com o furacão. Cerca de 1,5 mil pessoas morreram quando o furacão atingiu os Estados do Mississippi, da Louisiana e do Alabama no dia 29 de agosto do ano passado. Frustração Bush reconheceu a frustração das pessoas com a ajuda federal, que foi muito criticada na época do desastre. "Nós entendemos que as pessoas ainda estão ansiosas para entrar em suas casas. As pessoas ouvem falar da ajuda e se perguntam onde ela está. Nós sabemos disso", disse Bush. O presidente se encontrou com líderes comunitários de Biloxi e caminhou por uma área devastada. Ele deverá visitar Gulfport, outra cidade do Mississippi atingida pelo Katrina, antes de seguir viagem para Nova Orleans, onde tem um jantar marcado com autoridades locais e estaduais. Nesta terça-feira, Bush deve tomar café da manhã com o prefeito de Nova Orleans, Ray Nagin, que criticou bastante as atitudes dos governos federal e estadual em relação ao desastre. Grande parte de Nova Orleans foi inundada quando os diques que protegem a cidade cederam. Os que não tiveram meios de escapar antes da chegada do Katrina, principalmente os pobres e idosos, foram abandonados na cidade. As cenas de miséria e desespero que se seguiram chocaram o mundo. Um ano depois, muitas áreas devastadas pelas cheias devem ainda ser reconstruídas e repovoadas. Menos de 200 mil pessoas, de uma população original de meio milhão, já retornaram para a cidade. Nagin disse esperar que leve cerca de cinco anos para que o nível populacional se recupere. O prefeito também prometeu defender a preservação de bairros negros tradicionais, embora se discuta se essa é a melhor do saída dos pontos de vista econômico e ambiental. A visita de Bush coincide com alertas meteorológicos de que a tempestade tropical Ernesto, atualmente em Cuba, pode atingir a Flórida com mais força durante esta semana. A tempestade ganhou força no domingo, adquirindo status de furacão, antes de se enfraquecer novamente. |
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