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Atualizado às: 27 de agosto, 2006 - 18h04 GMT (15h04 Brasília)
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Atentados matam pelo menos 30 no Iraque
Pai carrega menino ferido em ataque
Sede de jornal foi atacada pela 2ª vez neste ano
Pelo menos 30 pessoas morreram no Iraque neste domingo, em uma série de explosões em diversos pontos do país.

Os mortos chegaram a 12 na capital, Bagdá.

Uma bomba foi detonada em frente a um hotel em um bairro comercial do centro da cidade, matando ao menos cinco pessoas e ferindo outras 14.

Testemunhas dizem ter visto uma grande coluna de fumaça nos céus da cidade.

Outras cinco pessoas morreram em uma explosão em um mercado da cidade de Khalis, ao norte.

Horas antes, outro carro-bomba tinha explodido perto da redação do jornal estatal Al-Sabah - duas pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas.

Este foi o segundo ataque semelhante ao jornal - estatal, mas financiado pelos Estados Unidos - neste ano.

Segundo correspondentes da BBC, insurgentes do Iraque costumam atacar jornalistas que trabalham para a imprensa estatal.

Na cidade de Kirkuk, três ataques foram registrados. Um deles no cemitério da família do presidente iraquiano, Jalal Talabani.

Pacto anti-violência

Os ataques ocorrem um dia depois que centenas de chefes tribais iraquianos fecharam um "pacto de honra" para reduzir a violência entre grupos civis no Iraque.

Reunidos no sábado em Bagdá, os líderes concordaram em apoiar um plano de reconciliação nacional proposto pelo primeiro-ministro, Nouri-al-Maliki.

A reunião foi a primeira de uma série de encontros convocados pelo primeiro-ministro para promover o diálogo e a unidade nacional.

Autoridades afirmam que a violência já diminuiu em áreas de Bagdá onde o patrulhamento de casa em casa é realizado por forças conjuntas de iraquianos e americanos.

Segundo o Exército americano, buscas já foram feitas em 31 mil edifícios e 25 mesquitas. Nas duas últimas semanas, 70 suspeitos foram presos, e 529 armas foram apreendidas.

Mas a paz depende de fatores que permanecem uma incógnita.

Militares no Iraque dizem que reabilitar a confiança na polícia iraquiana, percebida como muito influenciada pelo sectarismo, será um desafio.

Além disso, o primeiro-ministro Al-Maliki terá de ser bem sucedido em seu esforço para angariar apoio político para desarmar as milícias.

No sábado, ele respondeu às críticas por concordar com a permanência de tropas americanas no Iraque.

Para Maliki, é improvável que os soldados americanos deixem o país sem que se tenha alcançado algum grau de unidade nacional.

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