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Ex-premiê do Timor é intimado a depor sobre milícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-primeiro-ministro do Timor Leste, Mari Alkatiri, que renunciou ao cargo nesta segunda-feira, foi intimado pelo procurador-geral do país a depor sobre as acusações de envolvimento na formação de milícias para silenciar seus oponentes. Ele deverá ser questionado ainda esta semana com base nas informações dadas por um de seus aliados mais próximos, o ex-ministro do Interior Rogério Lobato, que já está sendo acusado de distribuir armas a milícias civis, supostamente a pedido de Alkatiri. Muitos timorenses culpam Alkatiri pela onda de violência que atingiu o país - a maior desde a independência, em 1999. Discriminação étnica A revolta popular começou logo depois que o ex-primeiro-ministro ordenou a demissão de 600 soldados que reclamavam de discriminação étnica. Gangues de jovens começaram a se enfrentar nas ruas da capital, Díli, casas foram queimadas e centenas de milhares de pessoas deixaram tudo para trás para fugir da violência, antes que tropas da Austrália, Nova Zelândia, Portugal e Malásia chegassem ao país para conter o conflito. É difícil chegar a um número preciso, mas foi confirmado que pelo menos 21 pessoas morreram. Novo primeiro-ministro Depois de semanas de incerteza política, o presidente Xanana Gusmão participou de reuniões nesta terça-feira para discutir o nome do próximo primeiro-ministro do Timor Leste. Entre os possíveis substitutos de Alkatiri está o ganhador do prêmio Nobel da Paz José Ramos Horta. Ramos Horta deixou o cargo de ministro da Defesa e do Exterior no fim de semana, como protesto pela demora de Alkatiri em sair do governo. O presidente Xanana Gusmão já havia dado um ultimato a Alkatiri e chegou a ameaçar deixar o cargo, caso o primeiro-ministro não o fizesse. Em entrevista à rádio australiana ABC sobre a possibilidade de se tornar o próximo primeiro-ministro, Ramos Horta disse: "Não estou interessado no cargo, mas se houver apoio do Fretilin (o partido com maioria no parlamento, presidido por Alkatiri) e se não houver acordo sobre um candidato aceitável para o presidente e o resto do país, eu aceitaria assumir a função por alguns meses." Também estão cotados para o cargo a ex-mulher de Ramos Horta, Ana Pessoa, que é ministra de Estado, o ministro da Saúde, Rui Maria Araújo, e o embaixador timorense na ONU, José Luis Guterres. |
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