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Venezuela critica oposição dos EUA a vaga na ONU | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Venezuela qualificou como “vergonhoso” um suposto plano norte-americano para barrar suas aspirações a uma cadeira rotativa no Conselho de Segurança das Nações Unidas. A estratégia norte-americana de pressionar países sul-americanos para votar contra a escolha da Venezuela foi sugerida em uma reportagem do jornal Los Angeles Times. Segundo o diário, Washington teria vendido caças F-16 ao Chile, mas condicionado o treinamento dos pilotos chilenos a um voto contrário ao país de Hugo Chávez Os Estados Unidos negaram a veracidade da matéria, rechaçando qualquer pressão sobre o governo de Michele Bachelet. Mas o porta-voz norte-americano, Adam Ereli, afirmou que há “melhores candidatos” que a Venezuela para a vaga. A reação venezuelana foi expressa pela vice-ministra de Relações Exteriores, Mari Pili Hernández, que respondeu que os Estados Unidos “não têm moral” para manifestar-se contra a candidatura venezuelana à vaga no CS, porque “violaram resoluções do próprio Conselho de Segurança”. A vice-ministra disse ainda que os Estados Unidos estão “preocupados que um país pequeno como a Venezuela possa se posicionar contra o império com dignidade e força”. Batalha na ONU A mais recente tensão entre os governos de Washington e Caracas se refere à disputa entre Venezuela e Guatemala por uma das dez vagas rotatórias – além das cinco permanentes – no Conselho de Segurança da ONU. Observadores consideram que a batalha servirá como medida para o apoio ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, na região. A escolha será feita entre os países latino-americanos. Enquanto sul-americanos como Brasil e Argentina já demonstraram preferência pela Venezuela, países centro-americanos se mostram mais inclinados a apoiar a vizinha Guatemala. O país eleito ocupará o posto por dois anos a partir de janeiro. Adam Ereli disse que a Guatemala é um candidato “excelente”, por participar em operações de paz. “Guatemaltecos derramaram seu sangue pela ONU. Acreditamos que são um forte candidato, e merecedores de apoio.” Se os países sul-americanos não chegarem a um consenso sobre quem ocupará a vaga no CS, o assunto será levado à Assembléia Geral da ONU. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Venezuela enviará 6 mil soldados à fronteira18 de junho, 2006 | Notícias Rússia negocia fabricação de rifles na Venezuela31 de maio, 2006 | Notícias Game que simula invasão gera alvoroço na Venezuela25 de maio, 2006 | Notícias Venezuela adere ao Mercosul24 de maio, 2006 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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