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Atualizado às: 24 de maio, 2006 - 21h13 GMT (18h13 Brasília)
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Venezuela adere ao Mercosul
Presidentes Kirchner (Argentina), Lula (Brasil) e Chávez (Venezuela)
Em dezembro, foi aprovado o início do processo de adesão.
Os países membros do Mercosul, o principal bloco comercial da América Latina, assinaram o protocolo de adesão da Venezuela como sócio pleno.

Após o que foi descrito como "duas jornadas de intensas negociações" em Buenos Aires, o Ministério das Relações Exteriores da Argentina disse que nos próximos quatro anos a Venezuela será incorporada plenamente ao bloco.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que a ocasião é "histórica".

Segundo a chancelaria argentina, o Mercosul e a Venezuela "confirmam deste modo seu compromisso com a consolidação do proceso de integração da América do Sul, no contexto da integração latino-americana".

Novo Mercosul

Em dezembro, a Venezuela assinou um acordo de intenção com o bloco, mas a partir de agora o país concretiza a adesão a todos os compromissos e acordos firmados entre os membros do Mercosul.

Chávez disse que a aprovação do protocolo foi resultado de um intenso trabalho e revelou que falou com o presidente Nestor Kirchner na noite de terça-feira para conhecer o estado das negociações.

"Estamos chegando a um novo Mercosul, não é mais o de (Carlos) Menem
e demais presidentes neo-liberais. Até o (Fernado Henrique) Cardoso...eu o respeito, mas, bem, ele passou para a direita", disse Chávez.

O presidente da Venezuela não descartou a possiblidade de a Bolívia vir a ser o próximo país a entrar no Mercosul. "Pelo que me consta, o Evo (Morales) tem essa intenção", disse Chávez.

Chávez deu uma alfinetada nos acordos comerciais bilaterias negociados entre os Estados Unidos e alguns países latino-americanos.

"No Mercosul não nos pediram absolutamente nada que tenha a ver com soberania, assim como nós também não pedimos que os países irmãos façam modificações".

Já os Estados Unidos, segundo Chávez, fazem exigências, como a países como Equador, do tipo "se você não faz o que eu digo, então não falarei com você". "Isso não é um acordo entre irmãos", disse ele.

O protocolo foi assinado em um momento tenso nas relações entre os países do Mercosul.

Uruguai e Argentina estiveram envolvidos em um imbróglio diplomático por causa da construção de duas fábricas de pasta de celulose no Uruguai, na fronteira entre os dois países.

O Uruguai e o Paraguai, tem se mostrado favoráveis à negociação de tratados comerciais bilaterais com os Estados Unidos, o que não é permitido à membros do bloco.

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