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Munição de Israel 'pode ter sido usada em Gaza' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O general responsável pela investigação do ataque que matou oito palestinos que faziam piquenique em uma praia da Faixa de Gaza disse que, apesar de Israel não ser responsável pelo incidente, munição israelense pode ter sido usada. O general israelense Meir Klifi concedeu uma entrevista nesta quarta-feira a uma rádio pública de Israel. "Este estilhaço não era de uma cápsula de 155 mm. Não há dúvidas. Poderia ser de outro tipo de munição que usamos no passado ou de um dispositivo que não é israelense. Mas ainda não terminamos os trabalhos do inquérito", afirmou. O negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, pediu que a ONU iniciasse sua própria investigação do incidente ocorrido na sexta-feira. "O aumento da violência israelense na Faixa de Gaza e o grande número de mártires devem forçar a ONU e a comunidade internacional a aumentarem seus esforços para proteger a população civil palestina", disse Erekat em uma entrevista à agência de notícias AFP. Rejeição Na terça-feira Israel afirmou que não teria sido responsável pelo ataque que matou oito palestinos que faziam um piquenique na praia perto de Beit Lahiya, na Faixa de Gaza na semana passada, disse o ministro da Defesa do país, Amir Peretz. Ele disse que o inquérito realizado pelos israelenses concluiu que uma bomba de Israel não poderia ter causado a explosão, como se pensou inicialmente. Em um primeiro momento, militares israelenses disseram lamentar a morte de oito civis palestinos na última sexta-feira, sete dos quais integrantes da mesma família, incluindo três crianças, e suspenderam os bombardeios durante a investigação do caso. A investigação se baseou em imagens de TV posteriores a explosão e estilhaços retirados de sobreviventes feridos. Culpado A investigação se concentrou em seis bombas disparadas. Os militares dizem estar certos de que cinco delas atingiram o solo distantes cerca de 250 metros da praia onde a família se encontrava. Uma das bombas teria errado o alvo, mas a explosão que atingiu o piquenique teria acontecido pelo menos oito minutos depois, dizem os militares. "As chances de que a artilharia tenha atingido a área são praticamente nulas", disse o general Klifi, responsável pela investigação, ao lado de Peretz. Eles não disseram, no entanto, o que teria causado a explosão. Críticas Um relatório da ONG Human Rights Watch, baseada nos Estados Unidos, disse que a explosão deve ter sido causada por uma bomba israelense. "Foi sugerido que a família teria sido morta por uma mina, mas esse certamente não é o caso", disse Mark Garlasco, especialista que trabalha junto ao Human Rights Watch. "Toda evidência aponta para uma bomba de 155 mm." O governo palestino rejeitou o relatório israelense. A morte dos civis também gerou críticas internacionais a Israel. O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pediu por uma investigação completa do caso. O grupo militante Hamas, que lidera o governo palestino, encerrou um cessar-fogo informal e disparou foguetes contra alvos israelenses. |
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