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Israel mata dois militantes e Hamas mantém ataques | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Israel matou dois militantes do Hamas em novos ataques aéreos na Faixa de Gaza neste domingo, horas depois de o grupo militante ter disparado foguetes contra o sul de Israel pelo segundo dia consecutivo. De acordo com o porta-voz de um hospital de Israel, pelo menos um israelense da cidade de Sderot foi internado com ferimentos graves provocados por um foguete palestino. O Hamas rompeu uma trégua informal no sábado, lançado o que disse ser seus primeiros ataques contra Israel em 16 meses em retaliação à morte de sete civis palestinos na sexta-feira, aparentemente em uma explosão causada por artilharia israelense. Segundo o grupo militante, dois membros foram mortos no primeiro ataque israelense deste domingo, nas proximidades da cidade de Beit Lahiya. Um outro militante teria conseguido pular do carro pouco antes de o veículo ser destruído pelo míssil. Um membro de outro grupo militante, o Jihad Islâmico, foi morto em um outro incidente na cidade de Jabaliya, em Gaza. Israel diz que as ações visavam militantes que se preparavam para lançar foguetes contra Israel. O Hamas admite que disparou vários foguetes. O Exército israelense vem atacando locais de onde são lançados foguetes no norte de Gaza há meses, mas ainda não conseguiu conter os disparos. A explosão na praia de Gaza na sexta-feira aconteceu justamente quando Israel atacava Gaza com artilharia. Segundo a agência de notícias Reuters, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, expressou "profundos pêsames" pelas mortes, mas acrescentou que o Exército "nunca teve uma política de atacar civis". Referendo A escalada da violência complicou ainda mais os esforços do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, para convencer o Hamas a apoiar um plano que implicitamente reconhece o direito de Israel de existir. Abbas marcou no sábado um referendo para 26 de julho para a população se manifestar sobre o plano. O Hamas, que resiste à idéia de uma consulta popular, qualificou a medida de tentativa de golpe de Estado e disse neste domingo que pretende contestá-la. O presidente da Autoridade Palestina e os membros do Hamas estão em uma disputa de poder desde o início do ano, quando o grupo militante derrotou a facção de Abbas, o Fatah, em eleições parlamentares. Em mais um revés para Abbas, dois prisioneiros palestinos que ajudaram a elaborar o plano retiraram os seus nomes do documento. Os dois prisioneiros, Abdul Khaleq Natsha (Hamas) e Bassam al-Sadi (Jihad Islâmico) - ambos em prisões israelenses - acusaram Abbas de tentar explorar o plano para ganhos políticos. O Hamas rejeita o plano dos prisioneiros, não aceita o direito de Israel em existir e afirma que o referendo é inconstitucional. Tecnicamente, como presidente da Autoridade Palestina, Abbas pode destituir o governo do Hamas, mas, do ponto de vista político, ele sairia mais fortalecido com um resultado favorável no referendo. Plano O plano de 18 pontos foi elaborado por vários membros de facções palestinas presos por Israel. Pelo plano um Estado palestino seria criado compreendendo toda a Cisjordânia e a Faixa de Gaza e a parte oriental de Jerusalém, nos limites anteriores a ocupação de 1967. O documento também pede pela continuidade à resistência dentro de territórios ocupados por Israel em 1967, sugerindo que ataques dentro da área internacionalmente conhecida como Israel poderiam acabar. Segundo uma autoridade palestina, a questão colocada aos palestinos seria "Você concorda com o documento dos prisioneiros ou não?". |
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