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Documentos de Zarqawi 'vão destruir Al-Qaeda no Iraque' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Documentos e arquivos de computador encontrados no esconderijo do líder da Al-Qaeda no Iraque, Abu Mussab al-Zarqawi, levarão à destruição da organização no país, diz o assessor de Segurança Nacional do Iraque, Mouafak al-Rubaie. Zarqawi foi morto na semana passada, durante um ataque aéreo americano contra a casa na qual ele estava escondido. Segundo o assessor de Segurança Nacional, os documentos e arquivos encontrados são "um grande tesouro", com "muitas informações". 'Vantagem' Al-Rubaie disse que "agora nós (o governo iraquiano) estamos em vantagem", pois, segundo ele, o graças aos documentos, "agora se sabe os esconderijos deles, os nomes de seus líderes, o paradeiro deles e seus movimentos". Ele acredita que os achados são "o começo do fim da Al-Qaeda no Iraque" e acrescentou que os documentos mostram que o grupo está passando por sérias dificuldades, tanto em termos políticos como em questões de armamentos, treinamento e uso da mídia. De acordo com oficiais do gabinete do primeiro-ministro, um dos documentos encontrados mostra que Zarqawi planejava aumentar o desconforto entre Estados Unidos e Irã organizando ataques a alvos americanos que seriam falsamente atribuídos a grupos iranianos. Tropas em Bagdá As informações sobre os documentos foram divulgadas no momento em que a segurança em Bagdá está sendo reforçada como preparação para novos ataques da Al-Qaeda depois da morte de Zarqawi. O suposto sucessor de Zarqawi, Abu Hamza al-Muhajid, teria prometido que derrotaria os "cruzados e xiitas" no Iraque. Com o reforço de dezenas de milhares de soldados iraquianos e americanos na capital, a violência diminuiu em Bagdá. Ainda assim, um químico teria sido morto a tiros no oeste da cidade. Em Baquba, dez pessoas foram mortas durante uma emboscada. As vítimas, que estariam indo para o trabalho, teriam sido arrastadas para fora de um ônibus e assassinadas a tiros na beira da estrada. Mais cedo, em Tikrit, cidade natal de Saddam Hussein, quatro pessoas morreram e quinze ficaram feridas durante um ataque a uma mesquita sunita. A polícia local diz que o clérico Abu al-Manar estava entre os feridos. Anistia O primeiro-ministro do Iraque, Nouri Maliki, disse estar pronto para conversar com insurgentes. A iniciativa faz parte de um plano nacional de reconciliação para engajar a minoria sunita da população no processo político do país. Centenas de prisioneiros já foram libertados como parte do plano. Ao todo, 2,5 mil presos vão ser anistiados. Nouri Maliki frisou, no entanto, que não vai negociar com grupos terroristas. Acredita-se que cerca de 29 mil iraquianos estejam presos em todo o país. A maioria deles faz parte da minoria sunita. |
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