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Sob forte segurança, Bagdá tem novos ataques | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos um carro-bomba explodiu em Bagdá, a capital do Iraque, desde que um grande esquema de segurança foi implementado na cidade para prevenir mais ataques em represália à morte do militante Abu Musab al-Zarqawi. As medidas, que incluem a mobilização de 40 mil tropas americanas e iraquianas nas ruas, foram anunciadas na terça-feira durante uma visita surpresa do presidente George W. Bush ao Iraque e começaram a vigorar nesta quarta. O carro-bomba em Bagdá aparentemente tinha como alvo uma patrulha iraquiana e deixou pelo menos dois mortos e outros dez feridos, segundo a polícia. Um segundo carro-bomba explodiu no norte da cidade, mas não houve mortes. Ainda como parte do novo esquema, mais postos de controle foram colocados em Bagdá, o toque de recolher noturno foi estendido (passando a valer a partir das 20h30, e não mais das 23h, até as 6h) e a proibição da circulação de veículos, antes adotada ocasionalmente, virou permanente. As medidas são as mais rígidas impostas em Bagdá desde a invasão do Iraque, em 2003. Moradores da capital iraquiana dizem já ter sentido a diferença, com mais veículos sendo parados e revistados dentro e fora da cidade e, em conseqüência disso, a formação de longas filas. Bush Os temores de mais ataques em represália à morte de Zarqawi, morto em um ataque aéreo a seu esconderijo na semana passsada, foram reforçadas na terça-feira depois que um website islâmico publicou o que parece ser o primeiro pronunciamento do sucessor de Zarqawi, Abu Hamza al-Mujahir, no qual ele promete ataques contra as forças da coalizão e iraquianas. Na volta a Washington, o presidente Bush disse a repórteres que assegurou ao primeiro-ministro Nouri al-Maliki e a outros líderes iraquianos que as tropas dos Estados Unidos só deixarão o Iraque quando a sua presença não for mais necessária. "Eu lhes assegurei que não precisavam se preocupar. Vou fazer o que eu acho que é certo. Quando eu digo a vocês que essas decisões vão ser feitas pelo general Casey, é para valer", disse o presidente, referindo-se a George Casey, comandante geral das tropas no Iraque. Bush deu a entrevista do seu gabinete no avião presidencial, Air Force One, logo depois de decolar de Bagdá rumo a Washington. Segundo a agência Associated Press, para garantir a segurança dele, o avião levantou no escuro, sem a ajuda de luzes na pista e não foi completamente abastecido para que pudesse decolar mais rapidamente. Por causa disso, o avião teve que fazer uma parada para abastecimento e já era quase manhã desta quarta quando o presidente chegou a Washington. Bush tem se recusado a divulgar um cronograma para a retirada das tropas americanas no Iraque, embora a situação no país esteja afetando a sua popularidade. No entanto, o presidente deixa claro que gostaria que o governo iraquiano a assumisse maior responsabilidade pela segurança iraquiana. "O futuro do Iraque está em suas mãos", disse Bush a Maliki no encontro em Bagdá. Segundo o correspondente da BBC em Bagdá Andrew North, no novo esquema implementado nesta quarta-feira, as tropas iraquianas estão mais visíveis do que as americanas – justamente, diz o correspondente, como os Estados Unidos querem. Por outro lado, o correspondente da BBC em Washington Adam Brookes diz que Bush vê como progressos a morte de Zarqawi e o acordo entre os grupos políticos iraquianos em relação à nomeação dos ministros da Defesa, da Segurança e do Interior no Iraque. |
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