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EUA reavaliam estratégia no Iraque em Camp David | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente americano, George W. Bush, abre nesta segunda-feira dois dias de discussões sobre a guerra no Iraque em Camp David, nos arredores de Washington. De acordo com assessores, esta vai ser uma reavaliação crucial da situação das tropas americanas no país. Diplomatas, oficiais militares e conselheiros de segurança vão participar da cúpula e conversar via tele-conferência com integrantes do novo governo em Bagdá, incluindo o primeiro-ministro Nouri al-Maliki. Vão ser discutidos os próximos passos dos Estados Unidos no Iraque e como melhor distribuir as tropas americanas na região. A possível retirada de tropas do território iraquiano também deverá estar na pauta, mas a Casa Branca já diminuiu as expectativas em torno de um anúncio oficial dizendo que o encontro não é um conselho de guerra e que decisões definitivas não devem ser tomadas neste momento. Momento político Atualmente há cerca de 150 mil soldados da coalizão no Iraque, vindos de 20 países diferentes. Deste total, 130 mil são americanos. "Até o fim deste ano, eu acredito que o número de soldados da coalizão no país vai cair para menos de 100 mil. E até o fim do ano que vem, a maioria das tropas já vai ter voltado para casa", disse o conselheiro de segurança nacional do Iraque, Mowaffak al-Rubaie, à rede de televisão americana CNN. Para al-Rubaie, à medida em que as forças de segurança iraquianas forem crescendo em número, forem treinadas e estiverem aptas a proteger a população, o país vai precisar menos das forças internacionais. O financiamento e treinamento de militares iraquianos, a segurança de Bagdá, a redução da ameaça criada pelos insurgentes e o aumento da geração de energia elétrica no Iraque são outros assuntos que serão discutidos na reunião em Camp David. Com a morte do líder da rede extremista Al-Qaeda no Iraque, Abu Musab al-Zarqawi, na quarta-feira passada, o presidente Bush percebeu que este é um momento político importante e espera criar uma nova sensação de otimismo em relação à situação no país. Para muitos americanos, a noção de sucesso das operações no Iraque continua dependendo da volta de tropas americanas para casa, o que significa que a morte de Zarqawi pode não ter o efeito desejado nos Estados Unidos. "Foi uma ação bem-sucedida, mas matar um terrorista no Iraque não vai mudar nada", disse um eleitor americano à BBC numa rua de Nova Iorque. |
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