70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 15 de junho, 2006 - 08h13 GMT (05h13 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Falta de controle sobre munição 'alimenta guerras'
Munição abastece conflitos
ONG diz que comércio de munição precisa ser controlado
Um relatório da ONG Oxfam International divulgado nesta quinta-feira critica o fato de vários países, entre eles o Brasil, não divulgarem nenhuma informação sobre suas exportações de munição e de não identificar os projéteis produzidos.

De acordo com a Oxfam, a falta de informação e controle alimenta o comércio ilícito de munições que, por sua vez, está abastecendo guerras em todo o mundo, incluindo Iraque e Afeganistão, além de ter contribuído para conflitos na Somália, Serra Leoa e Libéria nos últimos cinco anos.

Só haveria informação de exportação sobre 17% dos 10 bilhões a 14 bilhões de cartuchos e balas fabricados por ano no mundo. O maior volume de informação se refere a cartuchos de espingardas de caça.

O relatório argumenta que a munição deveria ser claramente identificada. Hoje em dia, só é possível saber quem é o fabricante das balas ou cartuchos, mas não há nenhum controle ou informação que permita identificar para quem as balas foram vendidas – e eles podem passar por vários negociantes depois que saem das fábricas.

Para a Oxfam, entre outras vantagens, com um controle mais rígido seria possível usar os projéteis deixados para trás em cenas de massacres e assassinatos para identificar criminosos de guerra e levá-los à Justiça.

Conferência

O relatório "Munição: O Combustível do Conflito" deve ser debatido na conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o comércio de armas que começa em Nova Iorque no dia 26 de junho.

O texto informa que há pelo menos 76 países que fabricam munição no mundo e este número está crescendo. Quênia e Turquia tornaram-se produtores nos últimos dez anos.

Os pesquisadores da Oxfam foram até a capital iraquiana em maio para saber mais sobre as vendas no mercado negro e descobriram que munição de alta qualidade já estava disponível, enquanto em 2003, logo após a invasão americana, só era possível encontrar antigos estoques iraquianos à venda em Bagdá.

Entre a munição encontrada no Iraque, estavam balas fabricadas entre 1999 e 2004 na República Tcheca, Sérvia, Romênia e Rússia.

Vendedores intermediários, que compram a munição e a revendem em zonas de conflito, têm uma margem de lucro de mais de 500%.

A BBC Brasil procurou o Ministério de Defesa para comentar o assunto, mas ainda não recebeu uma resposta.

Armas de fogo
'Não' vence no Brasil. Confira especial sobre outros países.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade