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Embargos de armas da ONU 'são sistematicamente violados' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os embargos de armas da ONU são violados sistematicamente e precisam ser endurecidos para poder acabar com conflitos e reduzir violações de direitos humanos, afirmam ativistas. Cada um dos 13 embargos de armas impostos na última década foram quebrados, de acordo com a Campanha de Controle de Armas. O grupo, que inclui ONGs grandes e respeitadas como a Oxfam e a Anistia Internacional, afirma que negociantes de armas inescrupulosos estão fazendo "zombaria" das tentativas da ONU de lidar com conflitos globais. Os ativistas querem que os países-membros cheguem a um acordo sobre um tratado de comércio de armas. Libéria Um tratado como este poderia permitir aos governos uma ação mais efetiva para impedir que armas caiam em mãos erradas. No momento, apesar dos embargos de armas serem impostos, muitos dos países-membros não criaram leis nacionais que tornem a venda de armas para países embargados uma ofensa. "Nos últimos 10 anos, violações sistemáticas dos embargos não tiveram praticamente nenhum processo com condenação”, afirma Irene Khan da Anistia Internacional. "Negociantes de armas inescrupulosos continuam a praticar sérios abusos de direitos humanos impunemente e a fazer zombaria dos esforços do Conselho de Segurança da ONU”, denuncia Khan. Ativistas afirmam que os embargos de armas foram adotados apenas em oito dos 57 conflitos entre 1990 e 2001, incluindo o da Etiópia e Eritréia, o do Iraque e o da ex-Iugoslávia. A venda de armas para a Costa do Marfim, Libéria, Somália, República Democrática do Congo, Ruanda, Serra Leoa e Sudão, está embargada no momento. Mas em apenas um incidente, em 2002, os ativistas afirmam que armas foram importadas da Europa para a Libéria em quantidade suficiente para matar toda a população e manter grupos armados abastecidos por um ano inteiro. Ninguém nunca foi processado, apesar do embargo da ONU. Em um relatório de 43 páginas, o grupo afirma que equipes da ONU responsáveis por monitorar os embargos freqüentemente têm "recursos e tempo insuficientes". Os documentos de importação e exportação são normalmente falsos e funcionários do governo encobrem os contrabandos. A Campanha de Controle de Armas, que também inclui a Rede de Ação Internacional em Armas Pequenas, planeja usar os próximos 100 dias - que antecedem uma conferência em armas pequenas - fazendo lobby junto aos membros do Conselho de Segurança para apoiar um tratado internacional de armas. |
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