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Atualizado às: 24 de outubro, 2005 - 03h56 GMT (00h56 Brasília)
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Vitória do 'não' ganha atenção internacional
Eleitora
Abstenção foi de pouco mais de 21%, segundo TSE
A rejeição dos brasileiros à proibição do comércio de armas e munições, neste domingo, ganhou destaque na imprensa internacional.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 63,88% dos eleitores votaram "não", contra 36,11% escolhendo o "sim" à proibição.

Em sua edição online durante a madrugada, o jornal El Pais, da Espanha, afirmou que a pergunta usada no referendo não foi clara. A reportagem dizia ainda que o resultado é um retrocesso para o governo.

O processo do referendo foi acompanhado de perto por outros países. Nos Estados Unidos, grupos de lobby pró e contra as armas tiveram interesse especial.

Para Jessica Galeria, uma californiana que pesquisa a violência no Brasil com a ONG viva Rio, a campanha do "não" foi importada dos Estados Unidos.

"Eles apenas traduziram muito do material do NRA (a Associação Nacional de Rifles)", disse Galeria à agência Associated Press. "Agoram muitos brasileiros estão insistindo em seu direito de portar armas, eles não têm nem mesmo um pseudo-direito de portar armas. Isso não está em sua Constituição."

Já o diretor de relações-públicas da NRA, Andrew Arulanandam, disse que o resultado é uma "vitória para a liberdade".

"Trata-se de um maravilhoso fracasso para o movimento global de controle de armas", disse Arulanandam à AP. "O objetivo do movimento de proibição das armas era usar o Brasil como um ponto de partida para a proibição nos Estados Unidos. Nós estamos felizes que eles foram derrotados."

Antes do referendo, o representante da ONU no Brasil, Carlos Lopes, havia dito que uma vitória do 'não' seria um passo atrás, mas não impediria a continuidade do processo de desarmamento no país.

Na opinião de Lopes, mesmo com a rejeição da proibição do comércio de armas e munição, o país ainda conta com as outras restrições aprovadas pelo Congresso.

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