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Atualizado às: 14 de junho, 2006 - 17h30 GMT (14h30 Brasília)
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Bush diz estar 'determinado' a fechar Guantánamo
 Base militar americana de Guantánamo, em Cuba
Base americana em Cuba abriga suspeitos de terror desde 2002
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta quarta-feira estar determinado a fechar o centro de detenção de Guantánamo, mas não antes de ter um plano para lidar com o que chamou de “prisioneiros perigosos” por meio da Justiça.

As declarações foram as primeiras de Bush sobre a prisão americana que abriga suspeitos de terror desde o sábado, quando três prisioneiros supostamente cometeram suicídio no local.

Bush disse que o fechamento do campo de detenção depende de a Suprema Corte dos Estados Unidos permitirem que os suspeitos sejam julgados por tribunais militares.

O aparente suicídio triplo provocou novas críticas sobre a prisão localizada na base americana em Cuba e gerou novos pedidos internacionais para que ela seja fechada.

Suicídio negado

O pai de um dos três prisioneiros encontrados mortos em suas celas no sábado disse também nesta quarta-feira acreditar que seu filho foi assassinado.

“A idéia de suicídio é uma mentira. Meu filho não cometeria suicídio”, disse Ali Abdullah Ahmed, pai do iemenita Salah Ali, encontrado morto no sábado com dois sauditas enforcados em suas celas com roupas e lençóis.

Os três foram os primeiros prisioneiros a morrer em Guantánamo desde a chegada dos primeiros suspeitos de terror ao local, em 2002.

“Eu reitero que nem meu filho nem qualquer outro muçulmano jamais cometeria suicídio”, disse Ali Abdullah à TV Al Jazeera. “Meu filho estava entre aqueles que memorizavam o Corão e estava comprometido com sua religião.”

“Ele foi assassinado por soldados americanos e eu peço aos governos iemenita e americano por uma investigação internacional”, disse ele.

'Combatentes perigosos'

Os Estados Unidos descreveram os três prisioneiros mortos como “combatentes inimigos perigosos”.

Porém grupos de defesa dos direitos humanos dizem que os americanos têm pouca ou nenhuma prova contra a maioria dos presos em Guantánamo.

Dezenas de prisioneiros foram libertados sem acusação formal, mas outros foram mantidos por até três anos sem serem indiciados ou julgados.

Uma delegação oficial afegã que visitou o campo de detenção disse nesta quarta-feira, ao retornar ao Afeganistão, que teve acesso a todos os 96 prisioneiros afegãos no local e que eles estavam sendo tratados em condições humanas.

O responsável pela delegação governamental disse que os prisioneiros serão enviados de volta ao Afeganistão em breve, mas não deu uma data para isso.

Um correspondente da BBC na capital do Afeganistão, Cabul, diz porém que é provável que apenas alguns prisioneiros afegãos sejam libertados e que mesmo assim isso só deve ocorrer daqui a alguns meses.

Prisão de GuantánamoCaio Blinder
Pressões crescem, mas EUA insistem com Guantánamo.
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