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Atualizado às: 09 de junho, 2006 - 01h10 GMT (22h10 Brasília)
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Irã continua enriquecendo urânio, diz ONU
O Irã insiste que seu programa nuclear visa apenas geração de energia
O Irã desacelerou o enriquecimento de urânio em maio mas retomou o ritmo no dia em que recebeu uma oferta para abandonar o programa afirmou um relatório da agência nuclear da ONU.

O relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirma que o Irã estava instalando mais centrífugas de enriquecimento e também afirma que novos traços de urânio altamente enriquecido foram encontrados.

No relatório confidencial, cuja cópia foi obtida pela BBC, a AIEA afirma que o Irã continuou seus trabalhos de enriquecimento de urânio nas últimas semanas.

Durante o mês de maio o trabalho desacelerou. Mas na terça-feira cientistas iranianos na usina de enriquecimento de Natanz retomaram o ritmo de trabalho.

E o relatório também afirma que um pequeno número de partículas de urânio altamente enriquecido foram encontradas em uma universidade técnica no Irã.

Segundo o relatório o governo iraniano disse à AIEA que o equipamento não tinha sido usado para atividades nucleares e uma investigação está sendo feita.

Urânio de baixo enriquecimento pode ser usado para usinas de energia atômica. Mas o urânio altamente enriquecido por ser usado na fabricação de bombas.

O relatório deve ser discutido pelos diretores da AIEA em uma reunião em Viena na próxima semana.

'Otimista'

A comunidade internacional espera a resposta do governo do Irã ao pacote de incentivos para país interromper o enriquecimento de urânio em seu programa nuclear.

O chefe de Política Externa da União Européia, Javier Solana, disse nesta quinta-feira que "estava mais otimista do que pessimista" em relação à possibilidade de um acordo com o Irã.

O Irã está pronto para discutir "preocupações comuns" sobre seu programa nuclear, disse nesta quinta-feira o presidente Mahmoud Ahmadinejad. Mas ele afirmou que não vai negociar que tecnologia o país usará em seu programa nuclear.

Ahmadinejad não disse se vai aceitar a oferta feita por países ocidentais.

"A nação iraniana não vai nunca entrar em negociações sobre seus direitos definitivos", disse o presidente em um discurso em Qazvin. Este foi o seu primeiro comentário desde que o plano foi apresentado ao Irã na terça-feira.

Orgulho nacional

Nações ocidentais, entre elas os Estados Unidos, temem que o Irã esteja enriquecendo urânio com o objetivo de fazer armas nucleares, enquanto que o governo iraniano afirma que seu programa é pacífico.

O negociador-chefe do Irã, Ali Larijani, disse que o pacote de ofertas contém "passos positivos" depois que ele foi anunciado.

O Irã até agora tem se recusado a aceitar qualquer negociação que envolva sua renúncia ao direito de enriquecer urânio – o que considera um direito inalienável.

O correspondente da BBC em Teerã Frances Harrison afirma que o Irã transformou o tema nuclear em questão de orgulho nacional, o que torna difícil voltar atrás sem parecer comprometer o forte senso de independência do país.

O pacote de incentivos foi criado pela França, Grã-Bretanha e Alemanha e conta com o apoio da Rússia, dos Estados Unidos e da China.

Punições

O pacote incluiria, segundo diplomatas ocidentais, a cessão de reatores de água leve e a permissão de comprar peças sobressalentes de aviões civis produzidos nos Estados Unidos.

O urânio usado em reatores de água leve precisa ser enriquecido, mas isto pode ser feito fora do país.

Este tipo de reator torna mais difícil o seu uso como fonte de plutônio para construir armas nucleares.

Outros incentivos devem incluir o fim das restrições do uso de tecnologia americana em agricultura e o apoio à entrada do Irã na Organização Mundial do Comércio.

Os Estados Unidos alertaram que uma recusa por parte do Irã em aceitar a proposta pode levar a punições da ONU.

Isto dependeria da aprovação de uma resolução do Conselho de Segurança impondo sanções, que não fosse vetada pela China ou pela Rússia.

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