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Atualizado às: 06 de junho, 2006 - 02h25 GMT (23h25 Brasília)
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Estudantes e polícia entram em choque no Chile
Estudantes chilenos em choque com a polícia
A polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar o protesto
Estudantes em Santiago, no Chile, entraram em choque com a polícia durante um protesto que pedia reformas no setor de educação.

Pelo menos 160 pessoas foram presas durante o segundo dia de greve nacional de estudantes secundários em uma semana.

O governo afirmou que a greve é desnecessária depois de concordar com algumas das exigências dos estudantes, como o aumento das verbas para educação e transporte gratuito para alguns estudantes.

Mas os líderes estudantis afirmam que o acordo não atende a suas exigências.

O governo ofereceu mais verbas para a educação, mas afirmou que não pode fornecer transporte gratuito para todos os estudantes, uma das principais exigências.

Os estudantes também querem uma revisão geral do sistema educacional que, segundo os líderes estudantis, não recebe recursos suficientes o que leva a uma disparidade entre escolas públicas e privadas.

Os estudantes também pedem que a taxa para participar das provas para entrada em universidades seja cancelada.

Apoio

Os estudantes secundários estão ganhando apoio de estudantes universitários e sindicatos. Mais de um milhão de pessoas participaram da greve na segunda-feira.

Organizadores pediram por uma ação pacífica, mas, durante as demonstrações, vários manifestantes começaram a saquear lojas no principal bairro comercial de Santiago, levando a polícia a usar canhões de água e gás lacrimogêneo.

Na última semana de maio ocorreu a maior manifestação estudantil em décadas no Chile, com 500 mil alunos participando dos protestos.

Ocorreram cenas violentas na terça-feira quando a tropa de choque enfrentou alguns estudantes e centenas foram presos.

Imagens de televisão mostrando jovens sendo espancados pelas forças de segurança levaram a uma reação indignada de muitos pais e a presidente Michelle Bachelet demitiu o chefe das tropas de choque.

A presidente Bachelet, que assumiu o cargo em março e está enfrentando seu maior teste político, ofereceu transporte gratuito e cancelamento de taxas de vestibular apenas para estudantes mais pobres.

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