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Manifestação maoísta reúne 200 mil no Nepal | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cerca de 200 mil pessoas pessoas participaram da maior manifestação já realizada por rebeldes maoístas na capital do Nepal, Katmandu. O evento contou pela primeira vez com a presença de alguns dos mais destacados líderes maoístas e com manifestantes que entoavam slogans, batiam tambores e agitavam bandeiras com a foice e o martelo. Muitos dos presentes manifestavam sua tendência política publicamente pela primeira vez, já que os rebeldes maoístas são uma força política que atua na clandestinidade no país. Mas os rebeldes se fortaleceram recentemente, após várias semanas de protestos de ruas convocados pela oposição nepalesa e pelos rebeldes maoístas terem provocado o monarca nepalês, o rei Gyanendra, a abdicar do poder absoluto que vinha exercendo. Em 2005, o monarca demitiu o primeiro-ministro do país e assumiu o total controle do poder do Estado. Negociações O novo governo multipartidário do país tem negociado com os militantes maoístas, a fim de alcançar uma resolução para o conflito entre rebeldes e governo, que já dura dez anos. Os rebeldes vêm exigindo a dissolução do novo governo e a convocação de eleições para formar uma nova assembléia constituinte. O governo e os rebeldes concordaram em dar continuidade ao processo de paz e em estabelecer um código de conduta. Mas os maoístas têm sido acusados de já haver rompido o acordo. Um líder maoísta admitiu que rebeldes mataram duas pessoas no sul do país após havê-los seqüestrado e ter lançado bombas contra a casa de seus pais. De acordo com o correspondente da BBC em Katmandu, Charles Havilland, os rebeldes usaram alguns de seus recursos tradicionais para garantir um alto comparecimento ao comício. Há relatos de que centenas de ônibus públicos teriam sido roubados em vilas próximas à região central do Nepal para transportar manifestantes. Proprietários de albergues disseram ter sido pressionados a alugar quartos a preços reduzidos para pessoas que pretendiam comparecer à manifestação. Mas muitos dos que participaram do comício disseram à BBC que foram ao evento para acompanhar a mensagem social dos maoístas. Segurança O governo aumentou a segurança em áreas consideradas de segurança nacional e pediu aos manifestantes que não se dirigissem às imediações do palácio real nepalês. Simultaneamente à manifestação maoísta, está prevista também a primeira aparição pública do rei Gyanendra desde que ele abdicou do poder absolutista. O rei comparecerá a uma cerimônia religosa no distrito de Lalitpur, situado há menos de dez quilômetros da passeata maoísta. Atualmente, diversos ideais de Mao Tsé-Tung, o líder que implantou o comunismo na China, têm sido criticados em seu próprio país. Mas algumas das propostas mais radicais do maoísmo ainda contam com adeptos na Índia e no Nepal e até mesmo na América do Sul - uma vez que relatos recentes dão conta de que o grupo guerrilheiro Sendero Luminoso, de orientação maoísta, ainda está atuante no Peru. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Parlamento do Nepal reduz poderes do rei18 de maio, 2006 | Notícias Manifestantes incendeiam carros no Nepal16 de maio, 2006 | Notícias Parlamento do Nepal aprova eleição para Constituinte01 de maio, 2006 | Notícias Após onda de protestos, Parlamento do Nepal se reúne28 de abril, 2006 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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