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Atualizado às: 01 de maio, 2006 - 01h56 GMT (22h56 Brasília)
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Parlamento do Nepal aprova eleição para Constituinte
Parlamento do Nepal
Parlamento do Nepal se reuniu pela primeira vez depois de quatro anos
O Parlamento do Nepal aprovou neste domingo a realização de eleições para uma Assembléia Constituinte que decida o papel da monarquia no país.

A decisão foi tomada depois da posse do novo primeiro-ministro, Girija Prasad Koirala, na presença do rei Gyanendra.

A Constituinte é uma exigência-chave dos rebeldes maoístas, que querem a abolição da monarquia no país.

Em seu discurso no Parlamento, Koirala pediu aos rebeldes maoístas que renunciem à violência e participem imediatamente de conversações de paz.

O primeiro-ministro, de 84 anos, não participou das quatro horas de debates no legislativo, alegando saúde precária.

Os guerrilheiros, que detém o controle de boa parte do território do país, declararam um cessar-fogo de três meses depois que o rei concordou em reinstalar o Parlamento há uma semana.

O Nepal aprovou uma Constituição há 16 anos, quando a democracia multipartidária foi trazida pela primeira vez ao país.

Mas os partidos de oposição ao rei Gyanendra dizem que ela dá poder demais ao monarca e precisa ser modificada radicalmente.

Koirala

Líder do Partido do Congresso do Nepal, Girija Koirala já liderou o país em outras três oportunidades, todas durante a década de 90.

Segundo o correspondente da BBC em Katmandu, Charles Haviland, o novo primeiro-ministro lidera o Partido do Congresso com mão-de-ferro.

Mas, nosso correspondente ressalta que o novo primeiro-ministro é visto como um grande defensor da democracia: "Ele é muito respeitado pelo povo e nenhum outro político nepalês é tão popular quanto ele."

Koirala quer que o Parlamento passe a controlar as Forças Armadas do Nepal. Atualmente, o controle está nas mãos do rei Gyanendra.

O rei Gyanendra dissolveu o Parlamento em 2002, e tomou o poder absoluto em fevereiro de 2005, acusando o governo de não conseguir reprimir a insurreição maoísta.

Uma coalizão de sete partidos, em aliança com os rebeldes, mobilizou centenas de milhares de pessoas que realizaram passeatas por quase três semanas, forçando o rei a recuar.

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