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Parlamento do Nepal aprova eleição para Constituinte | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Parlamento do Nepal aprovou neste domingo a realização de eleições para uma Assembléia Constituinte que decida o papel da monarquia no país. A decisão foi tomada depois da posse do novo primeiro-ministro, Girija Prasad Koirala, na presença do rei Gyanendra. A Constituinte é uma exigência-chave dos rebeldes maoístas, que querem a abolição da monarquia no país. Em seu discurso no Parlamento, Koirala pediu aos rebeldes maoístas que renunciem à violência e participem imediatamente de conversações de paz. O primeiro-ministro, de 84 anos, não participou das quatro horas de debates no legislativo, alegando saúde precária. Os guerrilheiros, que detém o controle de boa parte do território do país, declararam um cessar-fogo de três meses depois que o rei concordou em reinstalar o Parlamento há uma semana. O Nepal aprovou uma Constituição há 16 anos, quando a democracia multipartidária foi trazida pela primeira vez ao país. Mas os partidos de oposição ao rei Gyanendra dizem que ela dá poder demais ao monarca e precisa ser modificada radicalmente. Koirala Líder do Partido do Congresso do Nepal, Girija Koirala já liderou o país em outras três oportunidades, todas durante a década de 90. Segundo o correspondente da BBC em Katmandu, Charles Haviland, o novo primeiro-ministro lidera o Partido do Congresso com mão-de-ferro. Mas, nosso correspondente ressalta que o novo primeiro-ministro é visto como um grande defensor da democracia: "Ele é muito respeitado pelo povo e nenhum outro político nepalês é tão popular quanto ele." Koirala quer que o Parlamento passe a controlar as Forças Armadas do Nepal. Atualmente, o controle está nas mãos do rei Gyanendra. O rei Gyanendra dissolveu o Parlamento em 2002, e tomou o poder absoluto em fevereiro de 2005, acusando o governo de não conseguir reprimir a insurreição maoísta. Uma coalizão de sete partidos, em aliança com os rebeldes, mobilizou centenas de milhares de pessoas que realizaram passeatas por quase três semanas, forçando o rei a recuar. |
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