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Nepaleses se unem pela volta da democracia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O clima político no Nepal começou a se voltar contra o rei Gyanendra nas últimas semanas. O que começou como um protesto político organizado por uma aliança de sete partidos políticos e depois se transformou em uma grande manifestação popular, atingiu um nível ainda maior. Advogados, profissionais liberais e até mesmo burocratas, inclusive do poderoso Ministério do Interior, decidiram se unir às manifestações, alguns apenas dando apoio outros participando diretamente. A única instituição que continua fiel ao rei do Nepal tem sido o Exército Real Nepalês. Mas, enquanto soldados tomam as ruas da capital, Katmandu, está claro de que lado está a população. Democracia "O sentimento público aqui é muito forte", disse um jornalista local. "Os protestos se espalharam muito mais e parecem ser muito mais intensos do que aqueles de 1990", disse ele, que pediu para não ser identificado por medo das ações do governo. Em 1990, o então rei Birendra, que viria a ser assassinado em 2001 juntamente com nove outros membros da família real, foi forçado a adotar uma democracia pluripartidária diante de muitos protestos de rua. O clima contra o regime do seu irmão, Gyanendra, que chegou ao trono depois do massacre de cinco anos atrás, é igualmente hostil. Na noite em que havia uma grande manisfestação marcada contra o rei, pequenos protestos aconteciam em pontos diferentes da capital. "Este é um regime criminoso", disse um dos líderes do protesto. "O rei tem que ir, tem que ir agora." Narayan Rathod Singh, membro do partido Congresso Nepalês, um dos principais do país, diz que a situação avançou muito além da política partidária. "Não importa mais a que partido você pertence ou em que você acredita", disse. "Há apenas uma questão para nós agora: restorar a democracia. Não há uma única pessoa aqui que não apóie isso", afirmou diante de uma multidão durante uma manifestação. Ravi Thapa e seu amigo, Pawan, são estudantes e dizem que, em princípio, se juntar aos protestos era apenas uma diversão. Ele admite que antes refletia pouco sobre os temas que estavam em jogo, mas diz que agora pensa diferente. "Quando os tiros e os espancamentos começaram, eu soube que isso era sério. Eu também percebi que o rei não é uma pessoa que tem em seu coração os nossos interesses. Se tivesse, ele não teria enchido as prisões com pessoas comuns. Ele não teria ordenado seu Exército atirar em civis inocentes." |
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