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Atualizado às: 01 de junho, 2006 - 11h21 GMT (08h21 Brasília)
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Morales quer discutir reforma agrária com latifundiários
Governo diz que só confiscará terras improdutivas
O presidente da Bolívia, Evo Morales, pediu na quarta-feira aos grandes latifundiários para participarem das discussões sobre a redistribuição de terras no país.

O apelo foi feito um dia depois que alguns proprietários de terras reunidos em uma conferência em Santa Cruz sugeriram a possibilidade de formar comitês de autodefesa.

Um dos participantes, José Céspedes, presidente da Cámara Agropecuaria del Oriente, disse: "Não sei como funcionarão estes grupos, se com paus, com flechas ou fuzis, isto dependerá da comissão."

"Buscamos dar terras aos que não têm terras, sabemos que vão nos ameaçar", disse Morales, que também afirmou que durante os quatro meses à frente do governo aprendeu que é melhor evitar conflitos internos.

Redistribuição

Também na quarta, um dos principais funcionários do governo, Alfredo Rada, que coordena as relações entre o Executivo e as organizações civis, disse que "comitês de autodefesa" seriam antidemocráticos e quase criminosos.

O governo repetiu em várias oportunidades que primeiro realizará consultas antes de avançar em uma reforma agrária, e esclareceu que só haverá confisco de terras improdutivas.

Em meados de maio, o governo boliviano havia dito que planejava distribuir entre 11 milhões e 14 milhões de hectares de terras entre grupos indígenas e camponeses.

Pouco depois de assumir o mandato, Morales anunciou a nacionalização dos recursos energéticos do país.

O governo boliviano diz que a chamada "revolução agrária" deve redistribuir cerca de 20 milhões de hectares nos próximos cinco anos.

Se a proposta se concretizar, será a segunda a ser realizada no país. A primeira ocorreu em 1953, durante a revolução nacionalista do presidente Víctor Paz Estenssoro (1952-56).

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