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Atualizado às: 19 de maio, 2006 - 08h52 GMT (05h52 Brasília)
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Pesca excessiva ameaça espécies, diz WWF
Pesqueiro em alto-mar
A WWF pede mais controle para a pesca em águas profundas
A pesca excessiva em águas internacionais está levando algumas espécies de peixes – incluindo o atum – na direção da extinção, segundo alerta divulgado nesta sexta-feira pela organização ambientalista internacional World Wildlife Fund (WWF).

A WWF acusa as organizações responsáveis pelo controle da pesca em águas profundas de não cumprir seu papel na proteção aos estoques de peixes.

A organização pediu aos governos que façam mais para combater o que chamou de “pesca pirata”.

Ainda que isso seja feito, porém, a organização acredita que a quantidade de peixes continuaria caindo por causa da má administração dos recursos globais.

Os peixes em alto-mar – longe da proteção das quotas nacionais – são os mais vulneráveis.

Controle

O relatório do WWF foi divulgado à véspera de um encontro em Nova York, em que vários países vão rever o Acordo de Estoques de Peixes da ONU, um documento que regulamenta o controle da população de peixes em águas profundas.

O diretor do programa marinho global da WWF, Simon Cripps, disse que países como Austrália, Grã-Bretanha e Canadá deveriam assumir mais reponsabilidade em relação ao problema, para dar um exemplo e pressionar outros países a fazerem o mesmo.

Ele disse que vários países signatários de acordos regionais estão ignorando os controle de quotas.

Na costa oeste do Canadá houve um grande declínio na população de bacalhau, o que está causando grandes dificuldades para comunidades pescadoras da região. O Canadá protege suas águas com sistemas de controle de estoques, mas não pode controlar as águas internacionais, onde ocorre a pesca pirata.

A quantidade de algumas espécies de peixes de águas profundas vem caindo, enquanto as agências reguladoras não respondem à expansão da pesca de arrasto, de acordo com a WWF.

O controle da pesca em águas internacionais é responsabilidade de organizações internacionais regionais, formadas por países com interesses na área.

Segundo a WWF, a maioria dessas organizações não consegue administrar os estoques de peixes de maneira sustentável.

A organização afirma que a tomada de decisões é falha e que as organizações regionais não têm o poder para controlar as atividades de países que ignoram as regulamentações.

O relatório divulgado nesta sexta-feira cita a pesca ilegal por “frotas móveis sob o controle de companhias multinacionais” como uma das maiores ameaças à vida marinha.

Os autores do documento pedem à Organização das Nações Unidas (ONU) a revisão da pesca em águas profundas e uma atitude mais forte em relação aos países que desprezam os acordos.

“Dado o perigoso estado dos recursos marinhos e as contínuas ameaças colocadas ao ambiente marinho por causa da pesca excessiva... a necessidade de uma ação é imediata”, disse Simon Cripps, diretor do programa marinho global da WWF.

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