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Atualizado às: 15 de novembro, 2005 - 14h24 GMT (12h24 Brasília)
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Peixe que produz o caviar está ameaçado de extinção

Nazagha Razania
Nazagha Razania teme que esturjão esteja sendo extinto
O caviar está entre os mais caros alimentos no mundo, mas o peixe que o produz está desaparecendo rapidamente.

Cerca de 90% do caviar vem dos esturjões selvagens no Mar Cáspio, onde a pesca indiscriminada desde o colapso da União Soviética vem causando problemas.

O esturjão está tão ameaçado que os Estados Unidos acabaram de proibir as importações do caviar mais caro – o beluga – na esperança de que isso leve os produtores a fazer mais pela conservação.

“Em quatro ou cinco anos não haverá mais peixes para caviar”, diz o pescador Nazagha Razania, de 40 anos, que recorda como era fácil a pesca quando ele era pequeno.

Então ele se corrige, dizendo: “De verdade, já acabou, nada mais sai do mar. Como as companhias poden pagar nossos salários se não pegamos mais nenhum peixe?”

Razania acredita que faz parte da última geração de pescadores de esturjões.

Máfias

Um esturjão pode levar até 20 anos para se desenvolver e produzir ovas.

O desemprego na região é alto, e muitos pescadores não têm outra escolha senão pescar ilegalmente para alimentar suas famílias. O preço no mercado negro é dez vezes mais alto do que para o caviar legal.

Pesquisadores iranianos acreditam agora que a única maneira de salvar a indústria do caviar é os cinco países do Mar Cáspio investirem em formas de vida alternativas para reduzir a pobreza que força as pessoas a pescar ilegalmente.

O diretor do Centro Internacional de Pesquisa sobre o Esturjão no Irã, Mohammad Piurkazemi, diz que a crise começou com o colapso da União Soviética e a falta de controle sobre a indústria.

A pesca ilegal também ocorre no Irã, mas acredita-se que ela seja muito pior nos ex-Estados soviéticos, onde há envolvimento das máfias locais.

“Sem uma melhora socioeconômica e um aumento nos gastos do governo para a implementação das leis, não será possível salvar as espécies”, diz Pourkazemi.

Ele diz que a cada ano há uma redução de 20% a 30% nos estoques de esturjões no Mar Cáspio, o que significa que a espécie poderá ser extinta em 15 anos.

O esturjão existe desde o tempo dos dinossauros, mas hoje em dia a ânsia por lucros tem provocado uma crise na produção de caviar.

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