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Atualizado às: 16 de maio, 2006 - 15h41 GMT (12h41 Brasília)
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Bulgária e Romênia 'devem combater crime para entrar na UE'
Escultura com cores da UE
Cores da UE estão espalhadas pela Romênia
A Comissão Européia recomendou que a Bulgária e a Romênia entrem para a União Européia no ano que vem, desde que elas cumpram dez condições, segundo anúncio feito nesta terça-feira ao Parlamento Europeu.

A Bulgária, em particular, terá que mostrar resultados na luta contra a corrupção e o crime organizado.

O relatório adverte ainda os dois países que eles poderão sofrer sérias restrições como membros, além de cortes nos fundos da UE depois de se unirem ao bloco.

A decisão final sobre se eles poderão se unir ou não à UE no ano que vem foi adiada para outubro, mas segundo o presidente da CE, José Manuel Durão Barroso, a possibilidade ainda é viável. "Mas cabe aos dois países cumprir as exigências", disse ele.

Pressão

Segundo correspondentes, a comissão não quer punir os governos reformistas da Bulgária e da Romênia adiando sua entrada, mas com a crescente preocupação pública na Europa ocidental por conta da expansão, o orgão tem que manter a pressão para mudanças mais profundas.

O relatório vinha sendo aguardado com considerável animação por romenos e búlgaros, segundo o correspondente da BBC em Bucareste, Nick Thorpe.

No caso da Romênia, o adiamento da decisão até outubro é bem menos do que o sonoro "sim" que os líderes esperavam, mas para a Bulgária, o resultado parece menos desanimador, segundo Thorpe.

O governo temia que seu pedido de entrada fosse separado do pedido romeno, o que não aconteceu.

O país, no entanto, tem que cumprir exigências em seis áreas e apresentar resultados concretos, como indiciamentos, processos, julgamentos, condenações e sentenças contra acusados de corrupção e crime organizado.

A lista de exigências para a Romênia é mais curta e tem apenas quatro pontos, que incluem segurança alimentar e a criação de agências para pagar a ajuda européia aos agricultores.

O relatório também adverte que os dois países correm o risco de perder bilhões de euros se as agências não entrarem em funcionamento. Além disso, a exportação de alguns alimentos poderia ser proibida para evitar que a doença da vaca louca se espalhe pelo bloco.

Um sistema especial de monitoramento também seria implementado durante os três anos depois de os países se unirem ao bloco se os esforços para combater a corrupção e reformar o judiciário não alcançarem resultados.

Um sistema de monitoramento tão próximo é inédito dentro do bloco, e poderia levar a um conceito de membros de segunda classe, segundo a correspondente da BBC em Bruxelas, Oana Lungescu.

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