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Atualizado às: 13 de maio, 2006 - 04h31 GMT (01h31 Brasília)
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Premiê palestino pede esforço entre árabes
O primeiro-ministro palestino Ismail Haniya
A Autoridade Palestina está em crise financeira desde que o Hamas assumiu o poder
O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniya, pediu por um esforço regional para assegurar que as verbas cheguem ao povo palestino.

Em uma entrevista à BBC, Haniya disse que a Liga Árabe recebeu os nomes de 160 mil funcionários públicos que não receberam salário.

O primeiro-ministro palestino disse que a liga não conseguiu usar as doações para pagar os salários devido à ocupação israelense. Mas, segundo Haniya, estão ocorrendo esforços para encontrar uma forma de pagar os salários.

Haniya afirmou que não é apenas o governo que tem o dever de pagar os salários. O presidente palestino, instituições financeiras e países árabes também dividem esta responsabilidade.

"É preciso um relacionamento unificado entre todas estas partes para assegurar que as verbas cheguem ao povo palestino", disse Haniya.

Haniya confirmou que a maioria dos países árabes ofereceu ajuda financeira seguindo as recomendações da cúpula árabe ocorrida em março.

Volta do combustível

Mais cedo, na sexta-feira, o suprimento de combustível começou a chegar a postos na Cisjordânia, diminuindo a crise crescente gerada pela falta de combustível.

Segundo o chefe da Agência Palestina de Petróleo, Mujahed Salameh, autoridades palestinas chegaram a um acordo com a companhia israelense Dor Energy, a única empresa que fornece gasolina e gás de cozinha para a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, na quinta-feira.

Na quarta-feira, a Dor suspendeu o fornecimento por conta da crescente dívida da Autoridade Palestina que chega a US$ 26 milhões (cerca de R$ 53 milhões).

Ainda não está claro como os dois lados chegaram a um acordo, mas Salameh disse na quinta-feira que o presidente palestino, Mahmoud Abbas, entraria em contato com a Dor para acertar o pagamento da dívida através do Fundo de Investimento Palestino.

A Autoridade Palestina enfrenta uma grave crise financeira desde que a ajuda internacional foi suspensa depois da vitória do Hamas nas eleições parlamentares de janeiro.

O grupo é considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos e pela União Européia.

O dinheiro ajuda a pagar os salários de funcionários da Autoridade Palestina, e segundo o vice-ministro das Relações Exteriores, Ahmed Soboh, "são o oxigênio da economia palestina".

"Um milhão de palestinos vivem diretamente desses salários e mais um milhão indiretamente."

Masbah Maseh, 45, corretor imobiliárioCrise palestina
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