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Hamas lança apelo contra 'cerco econômico' a palestinos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro do governo palestino liderado pelo Hamas, Ismail Haniya, fez um apelo para que líderes árabes ajudem a quebrar o que chamou de "cerco econômico" aos palestinos. Hanyia se referia aos cortes de ajuda humanitária pelos países ricos do Ocidente depois da vitória do Hamas nas eleições parlamentares palestinas. Segundo o primeiro-ministro, os palestinos conseguiram assegurar recursos suficientes junto ao mundo árabe, mas foi impossível transferir o dinheiro para a Faixa de Gaza e a Cisjordânea. Os bancos árabes temem dar assistência ao governo liderado pelo Hamas e sofrerem represálias dos Estados Unidos, que poderiam relegá-los ao segundo plano no cenário financeiro internacional. Pressão Membros do governo palestino sugeriram que o dinheiro poderia ser depositado diretamente em suas contas, mas Haniya indicou que teria havido pressão para impedir estes depósitos. Países ocidentais têm pressionado o Hamas para renunciar à violência e reconhecer a resistência de Israel, mas Haniya voltou a repetir que seu governo não vai ceder ao que chamou de chantagem. A Liga Árabe estuda formas de pagar individualmente os 160 mil funcionários públicos palestinos. Outra alternativa seria entregar o dinheiro ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e economizar cerca de 1,5 milhões de euros (R$ 3,9 bilhões). Um banco alemão não identificado estaria disposto a fazer a transferência. A Liga Árabe já arrecadou US$ 70 milhões (R$ 144 milhões) de países-membros, mas precisaria de US$ 240 milhões (R$ 500 milhões) para cobrir os salários de março e abril. O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Mussa, disse em comunicado que o problema será discutido com o ministro palestino das Relações Exteriores, Mahmud Zahar, nesta quinta-feira. "O problema é o resultado da ocupação israelense, do governo americano, da fraqueza dos europeus e dos bancos, que se recusam a comprir suas obrigações", disse Haniya em uma coletiva de imprensa na cidade de Gaza. |
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