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Atualizado às: 24 de abril, 2006 - 11h53 GMT (08h53 Brasília)
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Israel mata militante palestino na divisa com Gaza
Três militantes morreram em operações israelenses nos últimos dois dias
Três militantes morreram em operações israelenses em dois dias
Tropas israelenses mataram um militante palestino nesta segunda-feira na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza.

O Exército de Israel diz que abriu fogo contra o homem depois que ele atirou em soldados que patrulhavam a fronteira.

Trata-se do terceiro palestino morto em operações israelenses em dois dias. No domingo, dois membros das Brigadas de Mártires de Al-Aqsa foram mortos durante uma operação em Belém, na Cijsordânia.

Um líder do grupo – que é ligado ao partido Fatah, do presidente Mahmoud Abbas –
disse que as mortes serão vingadas.

"Nós dizemos aos invasores: a nossa resposta será esmagadora e os israelenses vão se arrepender dos seus crimes", ameaçou Abu Udai, segundo o site de notícias israelense Ynet.

Israel diz que os militantes estavam tentando escapar quando o carro onde estavam bateu num muro.

Temores de guerra civil

As mortes ocorrem em meio a uma escalada de tensões entre o Hamas, grupo militante à frente do governo palestino, e o Fatah, facção do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que antes dominava a política palestina.

Alguns membros do Fatah já alertam para o risco de uma guerra civil nos territórios palestinos.

Estudantes pró-Hamas e pró-Fatah entraram em confronto no sábado depois de uma disputa em torno de um projeto do Hamas vetado por Abbas.

Representantes dos dois lados se reuniram no domingo e concordaram em trabalhar juntos para diminuir as tensões, mas horas depois milhares de ativistas do Fatah se juntaram a manifestações contra o Hamas na Cisjordânia.

Ainda no domingo, um outro incidente no Ministério da Saúde ilustrou o grau de desconfiança entre os dois grupos. Ao ser confrontado por um grupo de homens armados exigindo que ele autorizasse o tratamento para um paciente, o ministro ligado ao Hamas Bassem Naim pediu reforço ao Hamas e não ao Fatah, em princípio responsável pela segurança.

Naim acabara de anunciar um corte de US$ 2 milhões no orçamento mensal da Saúde para tentar lidar com uma crise financeira que afeta o governo palestino. O problema foi agravado pela decisão de Estados Unidos, União Européia e Japão de cortarem os fundos que forneciam à Autoridade Palestina.

O sistema de saúde palestino é bastante precário e muitas pessoas têm de se tratar em Israel. Os homens armados que invadiram o gabinete do ministro queriam que ele autorizasse os pagamentos dos custos de viagem de um paciente.

Estados Unidos e União Européia dizem que só retomarão a ajuda ao Hamas quando o grupo renunciar à violência e reconhecer o direito de existência de Israel.

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