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Israel mata militante palestino na divisa com Gaza | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Tropas israelenses mataram um militante palestino nesta segunda-feira na fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza. O Exército de Israel diz que abriu fogo contra o homem depois que ele atirou em soldados que patrulhavam a fronteira. Trata-se do terceiro palestino morto em operações israelenses em dois dias. No domingo, dois membros das Brigadas de Mártires de Al-Aqsa foram mortos durante uma operação em Belém, na Cijsordânia. Um líder do grupo – que é ligado ao partido Fatah, do presidente Mahmoud Abbas – "Nós dizemos aos invasores: a nossa resposta será esmagadora e os israelenses vão se arrepender dos seus crimes", ameaçou Abu Udai, segundo o site de notícias israelense Ynet. Israel diz que os militantes estavam tentando escapar quando o carro onde estavam bateu num muro. Temores de guerra civil As mortes ocorrem em meio a uma escalada de tensões entre o Hamas, grupo militante à frente do governo palestino, e o Fatah, facção do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que antes dominava a política palestina. Alguns membros do Fatah já alertam para o risco de uma guerra civil nos territórios palestinos. Estudantes pró-Hamas e pró-Fatah entraram em confronto no sábado depois de uma disputa em torno de um projeto do Hamas vetado por Abbas. Representantes dos dois lados se reuniram no domingo e concordaram em trabalhar juntos para diminuir as tensões, mas horas depois milhares de ativistas do Fatah se juntaram a manifestações contra o Hamas na Cisjordânia. Ainda no domingo, um outro incidente no Ministério da Saúde ilustrou o grau de desconfiança entre os dois grupos. Ao ser confrontado por um grupo de homens armados exigindo que ele autorizasse o tratamento para um paciente, o ministro ligado ao Hamas Bassem Naim pediu reforço ao Hamas e não ao Fatah, em princípio responsável pela segurança. Naim acabara de anunciar um corte de US$ 2 milhões no orçamento mensal da Saúde para tentar lidar com uma crise financeira que afeta o governo palestino. O problema foi agravado pela decisão de Estados Unidos, União Européia e Japão de cortarem os fundos que forneciam à Autoridade Palestina. O sistema de saúde palestino é bastante precário e muitas pessoas têm de se tratar em Israel. Os homens armados que invadiram o gabinete do ministro queriam que ele autorizasse os pagamentos dos custos de viagem de um paciente. Estados Unidos e União Européia dizem que só retomarão a ajuda ao Hamas quando o grupo renunciar à violência e reconhecer o direito de existência de Israel. |
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