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Atualizado às: 11 de maio, 2006 - 16h38 GMT (13h38 Brasília)
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Acordo põe fim à crise de combustível palestina
Palestinos abastecendo o carro
Gasolina acabou na Cisjordânia
O chefe da Agência Palestina de Petróleo disse que a crise de combustível ameaçando os territórios ocupados foi resolvida.

Segundo Mujahed Salameh, autoridades palestinas chegaram a um acordo com a companhia israelense Dor Energy, a única empresa que fornece gasolina e gás de cozinha para a Faixa de Gaza e a Cisjordânia.

Nesta quinta-feira, postos de gasolina foram forçados a fechar na Cisjordânia, e as informações são de que os estoques de gás de cozinha estão terminando.

Na Faixa de Gaza, a expectativa era de que os estoques acabassem até o fim do dia, segundo agências de notícias.

Retomada

Segundo Salameh, a distribuição de combustível deverá ser retomada na sexta-feira.

Na quarta-feira, a Dor suspendeu o fornecimento por conta da crescente dívida da Autoridade Palestina que chega a US$ 26 milhões (cerca de R$ 53 milhões).

Ainda não está claro como os dois lados chegaram a um acordo, mas Salameh disse nesta quinta-feira que o presidente palestino, Mahmoud Abbas, entraria em contato com a Dor para acertar o pagamento da dívida através do Fundo de Investimento Palestino.

Médicos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia alertaram que a falta de gasolina pode ser desastrosa, prejudicando o serviço de ambulância e impedindo que funcionários cheguem às clínicas e hospitais.

Crise financeira

A Autoridade Palestina enfrenta uma grave crise financeira desde que a ajuda internacional foi suspensa depois da vitória do Hamas nas eleições parlamentares de janeiro.

O grupo é considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos e pela União Européia.

O dinheiro ajuda a pagar os salários de funcionários da Autoridade Palestina, e segundo o vice-ministro das Relações Exteriores, Ahmed Soboh, "são o oxigênio da economia palestina".

"Um milhão de palestinos vivem diretamente desses salários e mais um milhão indiretamente."

Segundo Soboh, no início de cada mês, com o recebimento dos salários, US$ 25 milhões (R$ 50 milhões) passam a circular na cidade de Ramallah.

"Esse dinheiro serve para pagar aluguéis, transporte, saúde, alimentação, escolas etc. Sem ele, tudo pára, e todos os setores da economia são afetados".

Um plano para enviar doações diretamente aos palestinos, sem passar pelo Hamas, foi apresentado na terça-feira pelo Quarteto - formado por Estados Unidos, União Européia, Rússia e ONU - que media a crise no Oriente Médio.

Os quatro concordaram em criar um "mecanismo temporário internacional" para enviar o dinheiro por um período inicial de três meses.

Os Estados Unidos ainda prometeram doar, separadamente, US$ 10 milhões (cerca de R$ 20,6 milhões) através de organizações de ajuda médica e para crianças.

Masbah Maseh, 45, corretor imobiliárioCrise palestina
Povo fala da falta de ajuda internacional.
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