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Parlamento aprova novo governo de Israel | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Parlamento israelense aprovou nesta quinta-feira o gabinete apresentado pelo primeiro-ministro em exercício, Ehud Olmert. Ele e seus 25 ministros foram formalmente empossados. Antes da votação, Olmert disse que está convencido de que seu plano de fixar as fronteiras do país permanentemente dentro de quatro anos é necessário. Em discurso ao Parlamento, Olmert afirmou que as futuras fronteiras de Israel serão significativamente diferentes. Israel ocupou a Cisjordânia durante a guerra árabe-israelense de 1967. Os assentamentos israelenses na região são considerados ilegais por leis internacionais, embora isso seja contestado pelas autoridades de Israel. O plano que Olmert submeteu para aprovação por parte dos parlamentares prevê uma retirada israelense de algumas áreas da Cisjordânia, e a absorção por Israel de vários assentamentos judaicos grandes criados à revelia da legislação internacional. Olmert afirmou que Israel vai levar o plano adiante, com ou sem um acordo com os palestinos. Hamas O governo palestino liderado pelo Hamas disse que a declaração de Olmert mostra que Israel não está verdadeiramente interessada em paz. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, pediu a retomada imediata das negociações de paz. Olmert afirmou que negociações com a Autoridade Palestina são a base para um acordo de paz, "mas um governo palestino liderado por uma organização terrorista não será um parceiro para negociações". O Hamas venceu as eleições parlamentares palestinas em janeiro. Olmert disse que a presença de assentamentos israelenses isolados na Cisjordânia, onde moram cerca de dois milhões de palestinos, é uma "ameaça à existência do Estado de Israel como um Estado judeu". Israel criaria as fronteiras "desejáveis", planejadas de forma unilateral, enquanto mantém os principais blocos de assentamentos "como uma parte inseparável do Estado de Israel". "As fronteiras de Israel que serão formadas nos próximos anos serão significativamente diferentes dos territórios sob controle de Israel atualmente", disse. Binyamin Netanyahu, falando como líder da oposição, afirmou que o programa do partido Kadima vai fortalecer a militância palestina. "Nunca houve um governo que desistiu de tanto antes do tempo e que ajudou o outro lado a se livrar de suas obrigações", afirmou o líder do partido Likud. Os palestinos, por sua vez, também têm uma visão pessimista do significado das políticas de Olmert, segundo o correspondente da BBC na Faixa de Gaza, Alan Johnston. Apesar do novo governo palestino, controlado pelo Hamas, se recusar a reconhecer o Estado de Israel, o presidente palestino Mahmoud Abbas pede constantemente pela retomada das negociações diplomáticas. Mas a maioria dos palestinos acredita que Olmert não está interessado em negociação, de acordo com o correspondente Alan Johnston. |
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