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Atualizado às: 02 de maio, 2006 - 01h12 GMT (22h12 Brasília)
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Protesto de imigrantes reúne um milhão nos EUA
Imigrantes protestam em Homestead, Florida
Imigrantes protestam em Homestead, Florida
Cerca de um milhão de imigrantes nos Estados Unidos participaram de um dia nacional de protesto em favor da sua legalização e contra o endurecimento nas leis de imigração.

Grandes manifestações ocorreram em todo o país e imigrantes não compareceram aos seus trabalhos ou escolas, além de evitarem gastar dinheiro para mostrar seu valor na economia americana.

O protesto, chamado "Um Dia sem Imigrantes", ocorre enquanto o Congresso discute novas propostas envolvendo os imigrantes no país.

Uma delas, atualmente paralisada no Senado, facilita a legalização dos imigrantes. Mas outra aumenta as punições aos imigrantes ilegais e o controle nas fronteiras.

Cerca de 11,5 milhões de imigrantes ilegais vivem nos Estados Unidos, em sua maioria entrando no país pela fronteira com o México. Os manifestantes pedem a legalização desses imigrantes.

Integrados

Na cidade de Chicago a polícia afirma que cerca de 400 mil pessoas protestaram e em Nova York os manifestantes formaram correntes humanas. Grandes protestos ocorreram também em Denver e Houston.

A polícia afirma que os três protestos planejados para Los Angeles podem atrair mais de um milhão de pessoas. Manifestações semelhantes ocorreram em Miami.

Uma das organizadoras do dia nacional de protestos, Cecilia Munoz, disse que os trabalhadores imigrantes querem enviar uma mensagem aos legisladores americanos.

"Há muita vontade de mostrar como estamos integrados ao país e que não está claro se a economia pode funcionar sem nossa presença", disse.

Além de não comparecerem ao trabalho e se juntar às marchas, alguns imigrantes protestaram apenas trabalhando, sem comprar nada, enquanto outros participaram de cerimônias religiosas, vigílias com velas e piqueniques.

Ainda não se sabe qual o efeito do protesto de segunda-feira na economia do país.

O governador do estado do Novo México, o democrata Bill Richardson, disse à BBC que temia que os protestos fossem desviar a atenção da questão mais importante, "a necessidade de uma reforma compreensiva na imigração".

"Acredito que seria melhor que todos os manifestantes fossem para todos os escritórios de representantes no Congresso... e explicassem aos seus representantes a importância da questão", disse.

O porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, disse que o presidente americano, George W. Bush, não é "um fã de boicotes" e quer ver as novas leis de imigração aprovadas.

O protesto se espalhou para o México, onde organizadores pediram que as pessoas boicotassem produtos dos Estados Unidos por um dia.

Comparação

Protesto de imigrantes
Algumas pessoas temem que protestos gerem reação contrária
Alguns analistas dizem que o crescente movimento de imigrantes – cuja força foi mostrada em protestos nacionais no mês passado – pode ser comparado com os protestos pelos direitos civis dos anos 1960 e 1970.

Apesar disso, os líderes latinos dizem que o tamanho do protesto desta segunda-feira é difícil de ser previsto.

Deputados de direita acreditam que muita ênfase foi colocada nos planos para dar cidadania aos imigrantes ilegais, sem a atenção à aplicação das leis atuais.

Um projeto bipartidário atualmente no Senado prevê o reforço na segurança de fronteira, mas também abre a possibilidade de os imigrantes ilegais conseguirem a cidadania e estabelece um programa de recepção de trabalhadores estrangeiros defendido há tempos pelo presidente George W. Bush.

Apesar de esta segunda-feira ser um dia normal de trabalho nos Estados Unidos, muitas empresas dos setores industrial, de agricultura, de construção e lazer tiveram que fechar suas portas, pois seus funcionários não compareceram.

Tyson Foods, a maior produtora de carne do mundo, fechou nove de suas 15 indústrias.

Lucas MendesLucas Mendes
Colunista escreve sobre os testes de cidadania.
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