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Impasse obrigará Tailândia a realizar novas eleições | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O resultado parcial das eleições parlamentares da Tailândia mostra que o país terá que fazer pelo menos 38 novas eleições regionais para preencher completamente as 500 cadeiras em disputa na Câmara Baixa. Para ser eleito, cada parlamentar tem que obter pelo menos 20% dos votos. Mas uma ampla adesão ao voto nulo ou em branco, pregado pela oposição, impediu que isso ocorresse em pelo menos 38 distritos eleitorais. O Secretário-Geral da Comissão Eleitoral do país, Ekachai Warunprapha, não disse quando as novas eleições serão realizadas. A Constituição tailandesa exige que todos os assentos do Parlamento sejam preenchidos para que um novo governo seja formado. Os dados também mostram que o partido do governo, o Thai Rak Thai, venceu o pleito, conquistando a maioria na casa. Boicote e abstenções O primeiro-ministro Thaksin Shinawatra antecipou a convocação de eleições em três anos para tentar obter um voto de confiança do povo, depois de semanas de protestos, com manifestantes acusando o governo de corrupção e abuso de poder. Os três principais partidos de oposição boicotaram o pleito e fizeram uma campanha para que os eleitores votassem em branco ("não ao voto") em protesto, já que o voto é compulsório. O boicote deixou o partido do governo concorrendo sozinho a 278 dos 400 distritos eleitorais do país. E a quantidade de abstenções na capital, Bangkok, e no sul do país foi bastante grande. O primeiro-ministro disse nesta segunda que vai considerar propostas de "reconciliação". De acordo com relatos da mídia local, Thaksin poderia estar cogitando entregar o cargo a um de seus vices, para reduzir as tensões no país. "Se a mídia me der a opção de reconciliar todos os lados, não preciso necessariamente ser o primeiro-ministro. Mas isto não quer dizer que vou continuar a ser ou que não serei o primeiro-ministro", disse Thaksin a repórteres. Líderes da oposição, que realizaram o boicote e fizeram campanha para abstenções no voto, disseram que as manifestações vão continuar. Chamlong Srimuang, um dos líderes das manifestações, disse à Associated Press Television que os protestos vão continuar até a renúncia do primeiro-ministro. "Vamos continuar fazendo manifestações para fazê-lo renunciar e pedir ao rei que indique um novo primeiro-ministro. Nada mudou", disse Chamlong. |
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