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UE pede libertação de líder de oposição de Belarus | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A União Européia condenou a prisão do líder oposicionista de Belarus Aleksander Kozulin e pediu a sua libertação imediata. Kozulin foi preso neste sábado durante uma manifestação contra o resultado da eleição presidencial realizada no domingo passado. Segundo dados oficiais, o presidente Alexander Lukashenko obteve um terceiro mandato com 82% dos votos, mas a oposição alega que houve fraude e contesta o resultado. Mais manifestantes foram detidos nos protestos de sábado, quando houve confrontos entre manifestantes e a polícia de choque. No momento da prisão, Kozulin - um dos candidatos presidenciais derrotados - liderava uma marcha para o centro de detenção para onde foram levados manifestantes na sexta-feira. Kozulin está detido em uma prisão nos arredores da capital Minsk. O ministro do Interior de Belarus, Vladimir Naumov, disse que Kozulin foi preso porque, no seu discurso durante a manifestação, começou a "convocar as pessoas a atacar instalações do Estado ou (áreas) restritas e até mesmo (defender) a liquidação física do chefe de Estado". Vergonha O protesto de sábado reuniu milhares de pessoas em um parque da capital do país, Minsk. Há relatos de que a polícia teria espancado vários manifestantes e disparado granadas de fumaça e gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Apesar do confronto com a polícia, o protesto continuou. Os manifestantes gritavam slogans como "Vergonha" e "Viva Belarus". A multidão se concentrou no parque depois que forças especiais fecharam o acesso à Praça de Outubro, onde pretendiam realizar o protesto. Eles tentavam voltar ao local que ocuparam por cinco dias consecutivos até serem expulsos pela polícia na sexta-feira, em uma operação condenada por Estados Unidos e União Européia. O governo americano e o bloco europeu também anunciaram que pretendem impor sanções a Lukashenko e outros líderes de Belarus por não considerarem o processo eleitoral legítimo. Os Estados Unidos pretendem impor sanções financeiras e restrições de viagem contra autoridades do país. A União Européia também anunciou que imporá sanções contra líderes de Belarus. O principal líder da oposição, Alexander Milinkevich, disse, também na manifestação de sábado, que a resposta do governo vai selar o seu fim. "Quanto mais as autoridades reprimirem, mais perto estarão do seu fim", disse Milinkevich . O presidente diz que o pleito foi justo e democrático e que as reclamações eram "absurdas". Lukashenko também avisou que não haverá no país nenhuma revolução semelhante à que provocou a mudança do governo na vizinha Ucrânia. |
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