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Europa e EUA anunciam sanções a líderes de Belarus | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os Estados Unidos condenaram a operação que acabou com o protesto de cinco dias em Minsk, capital da Belarus, e pretende impor sanções financeiras e restrições de viagem contra autoridades do país. "Eles detiveram cidadãos de Belarus que estavam protestando pacificamente contra as eleições fraudulentas no dia 19 de março", disse o porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, nesta sexta-feira. A União Européia também anunciou que imporá sanções contra líderes de Belarus. "O Conselho Europeu decidiu tomar medidas restritivas contra aqueles responsáveis pelas violações de padrões eleitorais internacionais, incluindo o presidente Lukashenko", afirmou a ministra das Relações Exteriores da Áustria, Ursula Plassnik. Repressão Plassnik não esclareceu que medidas seriam adotadas, mas a agência de notícias Reuters afirma ter informações de altos funcionários da UE de que o bloco vai proibir Lukashenko e outros membros do governo bielo-russo de entrar na União Européia e possivelmente congelar os seus bens. Essas fontes teriam dito à agência Reuters, no entanto, que o bloco não prevê adotar sanções econômicas contra Belarus. Reunidos em Bruxelas, os ministros da UE também condenaram a operação policial que pôs fim a uma manifestação da oposição que já durava cinco dias na praça central de Minsk, capital do país. Mais de cem soldados chegaram à praça central da cidade e levaram muitos manifestantes em caminhões. A oposição alega que houve fraude nas eleições. A correspondente da BBC Emma Simpson diz que cerca de 150 pessoas estavam na praça quando os soldados chegaram e esvaziaram o local em menos de 20 minutos. Um repórter da Associated Press que estava no local disse que alguns manifestantes foram contidos no chão, enquanto fotos mostram policiais usando capacetes segurando pessoas que eram tiradas da praça. A correspondente da BBC diz que o protesto, apesar de pequeno, foi um acontecimento sem precedentes em Belarus. Durante os doze anos em que esteve no poder, o presidente Lukashenko mostrou pouca tolerância com dissidentes, afirma Simpson. Lukashenko disse que o pleito foi justo e democrático e que as reclamações eram "absurdas". Ele também avisou que não haverá no país nenhuma revolução semelhante a que provocou a mudança do governo na vizinha Ucrânia. |
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