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ETA declara cessar-fogo permanente | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O grupo separatista basco ETA declarou um cessar-fogo permanente que entraria em vigor a partir desta sexta-feira. "No fim deste processo, os cidadãos bascos serão capazes de ter uma voz e o poder de decidir o seu futuro", diz o comunicado lido por três membros do ETA em um pronunciamento na TV basca. Os militantes foram filmados sentados e estavam mascarados e vestindo boinas bascas. O ETA, que vem lutando pela independência da região basca no norte da Espanha e sudoeste da França há quase 40 anos, é responsabilizado por ataques que mataram mais de 800 pessoas. Entre elas estavam muitos policiais, juízes e políticos. Seus militantes dizem que, agora, no entanto, querem "começar um novo processo democrático no país basco". A vice-primeira-ministra da Espanha, Teresa Fernandez de la Vega, disse que o anúncio do ETA era "boa notícia para todos os espanhóis", mas pediu "cautela". "É nosso desejo e nossa vontade que isso seja o início do fim", disse Teresa Fernandez de la Vega. Menos ataques O primeiro-ministro espanhol, Jose Luis Rodriguez Zapatero, exige o fim das hostilidades pelo ETA como condição para o estabelecimento de negociações entre o governo e o grupo. O número de atentados a bomba realizados pelo ETA vem diminuindo nos últimos anos. Houve uma série de bombas nas últimas semanas, mas o correspondente da BBC em Madri Danny Wood disse que o anúncio de quarta-feira sinaliza o primeiro passo na direção de um acordo de paz formal. Na década de 70, ataques do grupo separatista mataram cerca de 100 pessoas ou mais a cada ano. O último ataque do ETA a deixar mortos foi em maio de 2003. O grupo, que é considerado uma organização terrorista pela União Européia e pelos Estados Unidos, declarou um cessar-fogo em 1998. A trégua foi, entretanto, anulada um ano depois e o ETA retomou a campanha de ataques. Autoridades espanholas e francesas responderam com uma onda de prisões de militantes que abalaram a estrutura do ETA. Alguns analistas dizem que a campanha ficou insustentável depois dos ataques ao sistema ferroviário de Madri em março de 2004, que matou cerca de 200 pessoas. Segundo eles, a revolta generalizada contra os ataques tornou a violência um instrumento politicamente impensável para os separatistas - embora eles não estivessem envolvidos com o atentado ao trem. |
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