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Atualizado às: 22 de março, 2006 - 14h41 GMT (11h41 Brasília)
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ETA declara cessar-fogo permanente
Membros do Eta anunciam cessar-fogo
Grupo luta pela independência do País Basco há quase 40 anos
O grupo separatista basco ETA declarou um cessar-fogo permanente que entraria em vigor a partir desta sexta-feira.

"No fim deste processo, os cidadãos bascos serão capazes de ter uma voz e o poder de decidir o seu futuro", diz o comunicado lido por três membros do ETA em um pronunciamento na TV basca.

Os militantes foram filmados sentados e estavam mascarados e vestindo boinas bascas.

O ETA, que vem lutando pela independência da região basca no norte da Espanha e sudoeste da França há quase 40 anos, é responsabilizado por ataques que mataram mais de 800 pessoas. Entre elas estavam muitos policiais, juízes e políticos.

Seus militantes dizem que, agora, no entanto, querem "começar um novo processo democrático no país basco".

A vice-primeira-ministra da Espanha, Teresa Fernandez de la Vega, disse que o anúncio do ETA era "boa notícia para todos os espanhóis", mas pediu "cautela".

"É nosso desejo e nossa vontade que isso seja o início do fim", disse Teresa Fernandez de la Vega.

Menos ataques

O primeiro-ministro espanhol, Jose Luis Rodriguez Zapatero, exige o fim das hostilidades pelo ETA como condição para o estabelecimento de negociações entre o governo e o grupo.

O número de atentados a bomba realizados pelo ETA vem diminuindo nos últimos anos.

Houve uma série de bombas nas últimas semanas, mas o correspondente da BBC em Madri Danny Wood disse que o anúncio de quarta-feira sinaliza o primeiro passo na direção de um acordo de paz formal.

Na década de 70, ataques do grupo separatista mataram cerca de 100 pessoas ou mais a cada ano.

O último ataque do ETA a deixar mortos foi em maio de 2003.

O grupo, que é considerado uma organização terrorista pela União Européia e pelos Estados Unidos, declarou um cessar-fogo em 1998.

A trégua foi, entretanto, anulada um ano depois e o ETA retomou a campanha de ataques.

Autoridades espanholas e francesas responderam com uma onda de prisões de militantes que abalaram a estrutura do ETA.

Alguns analistas dizem que a campanha ficou insustentável depois dos ataques ao sistema ferroviário de Madri em março de 2004, que matou cerca de 200 pessoas.

Segundo eles, a revolta generalizada contra os ataques tornou a violência um instrumento politicamente impensável para os separatistas - embora eles não estivessem envolvidos com o atentado ao trem.

Histórico
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