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Madri marca segundo aniversário de explosões em trens | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Espanha marca neste sábado o segundo aniversário das explosões em trens de Madri, que mataram 191 pessoas. À tarde, o primeiro-ministro Jose Luis Zapatero participa de uma cerimônia na Floresta da Lembrança, que será encerrada com cinco minutos de silêncio. Uma delegação do Marrocos - país de origem da maioria dos suspeitos de ter realizado os ataques - viajou à cidade para participar das cerimônias. Militantes islâmicos ligados à al-Qaeda reivindicam a autoria das explosões em quatro trens em Madri. Vários suspeitos se mataram num confronto com a polícia semanas após os ataques, mas as investigações para encontrar outras pessoas envolvidas nas explosões continuaram. Vinte e cinco pessoas estão detidas aguardando julgamento. Solidariedade marroquina A delegação marroquina fez alguns minutos de silêncio na estação de trem de Atocha, que foi atingida nos ataques. A Caravana Marroquina por Paz e Solidariedade saiu do Marrocos de ônibus, no dia 5 de março, e fez várias paradas em cidades espanholas antes de chegar a Madri. "Queremos expressar nossa solidariedade e nosso apoio ao povo espanhol e mostrar que o povo marroquino é de paz e contra o terrorismo", afirmou Mohamed Boujida. As dez explosões realizadas na manhã do dia 11 de março de 2004 foram o pior ataque terrorista no país. "11 de março é uma data que eu nunca vou esquecer", disse uma passageira na estação de Atocha à agência de notícias Associated Press. "Mais do que qualquer coisa, eu lembro do silêncio" que tomou conta da cidade após o massacre, disse Javier Hervas. Os atentados ocorreram três dias antes de eleições gerais na Espanha, nas quais os socialistas derrotaram o Partido Popular, de direita, do então primeiro-ministro Jose Maria Aznar. O governo inicialmente culpou separatistas bascos pelos ataques, um erro que acredita-se tenha contribuído para a derrota inesperada do Partido Popular. Analistas dizem que as associações de familiares das vítimas não devem realizar nenhum tipo de manifestação neste sábado, assim como ocorreu há um ano. Em 2005, a Associação das Vítimas das Explosões de Madri disse que iria boicotar todos os eventos, por achar que a dor das vítimas e de seus parentes estava sendo utilizada para fins políticos. |
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