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Juiz pede prisão de envolvidos em 'Caravana da Morte' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um juiz no Chile ordenou a prisão de 13 ex-oficiais do Exército pela suposta participação na execução de opositores do general Augusto Pinochet na década de 70. Pelo menos 75 pessoas foram executadas na chamada Operação Caravana da Morte, que ocorreu logo depois do golpe que colocou Pinochet no poder em 1973. Os 13 acusados serviram em regimentos que foram visitados pela "caravana" e teriam participado das execuções. Correspondentes afirmam que o caso se transformou em um símbolo da era de repressão do governo Pinochet. A operação ocorreu em outubro de 1973, quando uma autodenominada "delegação" de militares viajou pelo Chile em um helicóptero para executar sumariamente os que se opunham ao golpe. Muitas das vítimas se entregaram voluntariamente para as autoridades militares. A operação dos militares foi um dos casos mais famosos de violações dos direitos humanos cometidos durante os 17 anos do regime militar de Pinochet. Anistia Outros militares já estão sendo julgados por envolvimento na operação. Entre os militares recém-acusados está Carlos Minoletti Arriagada, o ex-chefe do regimento de engenharia, que atualmente mora nos Estados Unidos. Promotores e familiares das vítimas temiam que o caso nunca fosse julgado, segundo o correspondente da BBC para a América do Sul, Daniel Schweimler. Os familiares das vítimas rejeitaram a decisão do juiz Victor Montiglio de mudar as acusações de seqüestro para assassinato. A mudança significaria que os acusados poderiam, em teoria, ser incluídos na anistia dada em 1978 pelo regime de Pinochet. As acusações originais de seqüestro eram baseadas no fato de os corpos de muitas vítimas nunca terem sido encontrados, o que resulta em "crime ainda em processo", não coberto pela anistia. Augusto Pinochet foi indiciado com acusações relacionadas à Caravana da Morte em 2001, mas o caso foi abandonado um ano depois devido a problemas de saúde do general. Ele nega envolvimento. Pinochet, de 90 anos de idade, ainda está sendo investigado por sonegação de impostos e corrupção. |
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