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Regime de Pinochet torturou crianças, diz relatório | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mais de 85 crianças com idades inferiores a 12 anos foram incluídas entre as novas 1.201 pessoas identificadas como vítimas de tortura ou prisão política durante o regime militar do general Augusto Pinochet no Chile (1973-1990) que têm direito de pleitear indenização do governo, disse o presidente chileno, Ricardo Lagos. Segundo fontes da comissão criada pelo governo para revisar o tema, a maioria das crianças foi presa junto com os pais e algumas delas disseram ter sofrido tortura, de acordo com a agência de notícias AFP. Os nomes se somam aos de mais de 28.000 vítimas arroladas em lista divulgada em novembro passado pela comissão. O presidente Lagos disse que é difícil imaginar uma situação em que crianças, bebês e até mulheres grávidas foram vitimadas. "Pedir perdão em nome do Estado parece muito pouco", afirmou ele. A comissão reavaliou milhares de pedidos de reparação apresentados e rejeitados inicialmente. Algumas pessoas conseguiram fornecer novas informações ou, no caso de crianças, alguns pais adicionaram informações sobre elas a seu depoimento original, segundo o correspondente da BBC na capital chilena, Santiago, Clinton Porteous. A maioria dos arrolados receberá uma pensão de cerca de US$ 200 por mês. Lagos disse que a apresentação do segundo e último relatório da comissão, que incluiu a nova lista de vítimas que podem pleitear reparação, marcou o fim do processo. O esquema de indenizações recebeu amplo apoio político e, em dezembro passado, o Congresso chileno aprovou legislação para esse fim em tempo recorde. Pinochet enfrenta acusações de violações de direitos humanos realizadas durante o seu governo quando, estima-se, mais de 3.000 pessoas foram mortas ou desapareceram. |
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