|
Assessores de Pinochet são presos no Chile | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dois assessores do ex-líder Augusto Pinochet foram presos no Chile, envolvidos num inquérito sobre denúncias de que o general praticou evasão fiscal. A secretária particular de Pinochet, Monica Ananias, e um de seus advogados, Oscar Aitken, foram detidos, acusados de cumplicidade com Pinochet. O juiz Sergio Muñoz também pediu à Corte de Apelações do Chile a quebra da imunidade de Pinochet para que ele possa ser processado por não ter declarado ao fisco que tinha contas em bancos no exterior. No mês passado, um comitê do Senado americano descobriu que Pinochet havia usado mais de uma centena de contas nos Estados Unidos para esconder milhões de dólares. Direitos Humanos O general se defende afirmando que o dinheiro era utilizado para gastos públicos. Pinochet já perdeu a sua imunidade legal e vem sendo julgado em casos sobre violações de direitos humanos, mas ainda não há processos sobre suas supostas fraudes financeiras. Muñoz investiga desde julho de 2004 a origem da fortuna do general, depois que foram encontradas contas suas no Banco Riggs dos Estados Unidos. O juiz disse que deseja processá-lo por "declarações tributárias maliciosamente incompletas e falsas". O Serviço de Impostos Internos do Chile (SII) já havia pedido a quebra da imunidade parlamentar em março. O serviço acusa Pinochet de evasão fiscal da ordem de US$ 3,96 milhões, dinheiro mantido no exterior. Augusto Pinochet Ugarte chegou ao poder no Chile num golpe de estado em 1973, e presidiu o país até 1990. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||