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Atualizado às: 20 de março, 2006 - 13h33 GMT (10h33 Brasília)
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Violência marca 3º aniversário da invasão do Iraque
Tropas em Bagdá
General dos EUA diz esperar passar mais áreas ao controle iraquiano
Pelo menos oito pessoas morreram em ataques e vários corpos foram descobertos no Iraque nesta segunda-feira, dia em que faz três anos desde que o país foi invadido pelos Estados Unidos.

Em um dos incidentes, quatro pessoas, incluindo dois policiais, foram mortas quando uma bomba explodiu em uma estrada em Karrada, um bairro de Bagdá.

Uma outra bomba desse tipo matou mais quatro pessoas em Musayyib, cidade ao sul da capital iraquiana.

Além disso, nove corpos foram descobertos em Bagdá e outros pontos do país nesta segunda-feira. A maioria deles mostrava sinais de tortura.

Suspeita-se que se trata de um caso de violência étnica, que vem se intensificando desde o ataque a uma mesquita xiita em Samarra, no mês passado.

Festival xiita

Os ataques ocorreram apesar do aumento da segurança no país, especialmente em Karbala, onde milhares de peregrinos xiitas estão reunidos para um grande festival.

Quase dez mil homens, entre policiais e militares, foram deslocados para Karbala para tentar proteger de possíveis atentados os milhares de fiéis que se reúnem na cidade.

Em 2004, uma série de ataques deixou 171 mortos durante essas mesmas festividades em Bagdá e Karbala.

Os xiitas estão celebrando a morte do imã Hussein, neto de Maomé que teria confirmado o cisma xiitas-sunitas no século 7.

Cerca de 12 peregrinos já foram atacados e mortos em Karbala na última semana.

Impasse político

O terceiro aniversário da invasão do Iraque também foi marcado pelo impasse na formação do novo governo.

Passados três meses desde as eleições parlamentares, partidos políticos ainda não conseguiram chegar a um acordo sobre quem deve integrar o governo. Um dos principais pontos de discórdia é a nomeação do xiita Ibrahim Jaafari para o cargo de primeiro-ministro.

Os partidos suspenderam as negociações por mais uma semana.

Jaafari afirmou na segunda-feira que acredita que o país conseguirá determinar um novo governo.

"O caminho adiante será difícil, mas o povo iraquiano demonstrou sua coragem e determinação. O mundo não deve vacilar em uma fase tão importante da história", escreveu Jaafari em um artigo no jornal americano Washington Post.

Até o momento, as regiões mais instáveis do país continuam ocupadas por tropas americanas, mas o comandante militar americano, general Peter Pace, afirmou nesta segunda-feira que espera entregar o controle dessas áreas aos iraquianos até o fim do ano.

"Até agora, os iraquianos têm o controle de metade de Bagdá e Bagdá é uma área bem difícil, ou seja, eles certamente são capazes, independentemente da área, de tomar o controle", afirmou o general Pace.

No entanto, ele destacou a importância de fornecer equipamento e material logístico necessários.

Bush

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush deve fazer nesta segunda-feira um novo discurso a respeito do Iraque.

No discurso, que será feito em Cleveland, Ohio, Bush deve destacar os sucessos na reconstrução de casas e comunidades e nos esforços para restaurar a calma no Iraque.

Mas as pesquisas de opinião nos Estados Unidos indicam que o apoio à presença americana no Iraque está diminuindo. A pesquisa da revista Newsweek, realizada na sexta-feira, mostrou que o índice de desaprovação à política de Bush para o Iraque chega a 65%.

No domingo Bush fez uma avaliação positiva sobre a situação no Iraque no terceiro aniversário da invasão do país.

Bush disse que a política americana levará à vitória no Iraque e lançará as bases para assegurar a paz para as futuras gerações.

O presidente americano afirmou ainda que se sente encorajado por informações vindas de Bagdá sobre progressos na formação de um governo de unidade nacional, mas pediu aos políticos iraquianos que se esforcem mais nessa direção.

As declarações do líder americano divergem das do ex-premiê interino do Iraque, Iyad Allawi, que disse que o país já vive uma guerra civil.

Bush não fez referência ao comentário de Allawi, que disse em entrevista à BBC que não há outra maneira de descrever a violência sectária que toma conta do Iraque atualmente.

"Se isso não é guerra civil, só Deus sabe o que é uma guerra civil", disse o ex-premiê.

O correspondente da BBC, Jonathan Beale, disse que é essencial para o presidente Bush que a situação no Iraque melhore para reverter a queda de sua popularidade nos Estados Unidos.

As últimas pesquisas de opinião mostram que o índice de aprovação do presidente está abaixo de 30%, de acordo com Beale.

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