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Iraque aumenta segurança no 3º aniversário da invasão | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
No dia do terceiro aniversário da invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos, nesta segunda-feira, a segurança foi reforçada em todo o país e principalmente na cidade de Kerbala, onde está chegando ao fim uma importante festividade xiita. Quase dez mil homens, entre policiais e militares, foram deslocados para Kerbala para tentar proteger de possíveis atentados os milhares de fiéis que se reúnem na cidade. Em 2004, uma série de ataques deixou 171 mortos durante essas mesmas festividades em Bagdá e Kerbala. O esquema de segurança coincide com o aniversário da campanha de bombardeio que iniciou a invasão do Iraque, em 2003. Até o momento, as regiões mais instáveis do país continuam ocupadas por tropas americanas, mas o comandante militar americano, general Peter Pace, afirmou nesta segunda-feira que espera entregar o controle dessas áreas aos iraquianos até o fim do ano. "Até agora, os iraquianos têm o controle de metade de Bagdá e Bagdá é uma área bem difícil, ou seja, eles certamente são capazes, independentemente da área, de tomar o controle", afirmou o general Pace. Bush No entanto, ele destacou a importância de fornecer equipamento e material logístico necessários. No domingo, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fez uma avaliação positiva sobre a situação no Iraque no terceiro aniversário da invasão do país. Bush disse que a política americana levará à vitória no Iraque e lançará as bases para assegurar a paz para as futuras gerações. O presidente americano afirmou ainda que se sente encorajado por informações vindas de Bagdá sobre progressos na formação de um governo de unidade nacional, mas pediu aos políticos iraquianos que se esforcem mais nessa direção. As declarações do líder americano divergem das do ex-premiê interino do Iraque, Iyad Allawi, que disse que o país já vive uma guerra civil. Bush não fez referência ao comentário de Allawi, que disse em entrevista à BBC que não há outra maneira de descrever a violência sectária que toma conta do Iraque atualmente. "Se isso não é guerra civil, só Deus sabe o que é uma guerra civil", disse o ex-premiê. O correspondente da BBC, Jonathan Beale, disse que é essencial para o presidente Bush que a situação no Iraque melhore para reverter a queda de sua popularidade nos Estados Unidos. As últimas pesquisas de opinião mostram que o índice de aprovação do presidente está abaixo de 30%, de acordo com Beale. |
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