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"Iraque está em guerra civil", diz ex-primeiro-ministro | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Iraque está em meio a uma guerra civil, disse em entrevista exclusiva à BBC o ex-primeiro-ministro interino do país, Iyad Allawi. A avaliação contradiz declarações mais otimistas vindas de representantes do governo americano e britânico, que admitem apenas o risco de uma guerra civil no país. O secretário de Defesa da Grã-Bretanha, John Reid, disse, por exemplo, no sábado, que os "terroristas" estavam fracassando na tentativa de levar o Iraque para uma guerra civil. Allawi afirmou, no entanto, não haver outra maneira de descrever a violência sectária que toma conta do Iraque atualmente. "Se isso não é guerra civil, só Deus sabe o que é uma guerra civil", disse Allawi durante a entrevista concedida ao programa Sunday AM, transmitido na manhã de domingo pelo canal de televisão BBC 2. A entrevista marca o terceiro aniversário da guerra que derrubou Saddam Hussein e deu início à ocupação do Iraque por forças americanas e seus aliados. "É uma pena que estejamos em guerra civil. Estamos perdendo de 50 a 60 pessoas por dia ou mais", disse. O Iraque, segundo ele, está seguindo um caminho "sem volta" que pode levar à fragmentação do país. O ex-primeiro-ministro interino afirmou ainda que existe o risco de o sectarismo se espalhar pela região. Nesse caso, nem Estados Unidos nem a Europa ficariam imunes à violência resultante, disse. Allawi presidente atualmente a Lista Nacional Iraquiana, uma aliança secular nacionalista formada por sunitas e xiitas. Na entrevista, ele disse que seria um erro não dar a devida importância aos problemas do país, mas que o Iraque está perto de um acordo político. Ele acrescentou, no entanto, que um governo de união nacional talvez não seja "a solução imediata" para os problemas do país. |
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