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Invasão de prisão é 'imperdoável', diz Abbas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O líder palestino Mahmoud Abbas disse que a invasão de uma prisão em Jericó por forças israelenses é "um crime imperdoável" e uma humilhação para o povo palestino. Abbas visitou a prisão palestina depois de voltar às pressas de uma curta visita à Europa. Palestinos na Faixa de Gaza e Cisjordânia organizaram greves e protestos contra a operação de terça-feira. A invasão israelense resultou na captura de Ahmed Saadat e de outros cinco prisioneiros. Dois palestinos também foram mortos quando tropas israelenses apoiadas por tanques e helicópteros tomaram o presídio. O governo israelense acusa Saadat de envolvimento no assassinato, em 2001, do então ministro de Turismo, Rehavam Zeevi, e alega que tinha indícios de que ele e outros detentos seriam libertados. Em Ramallah, Nablus e Hebron, cidades da Cisjordânia, manifestantes carregavam retratos de Saadat. Em Gaza, escolas ficaram fechadas e o comércio não funcionou. Eleições O líder palestino Mahmoud Abbas fez um pronunciamento em frente à prisão, condenando a ação israelense, afirmando que foi um golpe à Autoridade Palestina. "O que aconteceu em Jericó foi um crime imperdoável e um insulto ao povo palestino", disse. Abbas descreveu a captura de Saadat como ilegal e afirmou que a ação foi feita apenas para aumentar as chances do partido do governo de ganhar as eleições em Israel. Abbas admitiu que a Grã-Bretanha e os Estados Unidos informaram a Autoridade Palestina há uma semana que retirariam seus monitores, mas não deram data para a retirada. O líder palestino questionou como as forças israelenses sabiam exatamente quando começar o ataque, minutos depois da retirada dos monitores internacionais. O ministro das Relações Exteriores britânico, Jack Straw, negou as acusações de conivência com a operação israelense e justificou a retirada, dizendo que a Autoridade Palestina não cumprira sua parte, pondo a segurança dos monitores em risco. Embaixadas Segundo a agência de notícias France Presse, militantes da Frente Popular pela Libertação da Palestina (FPLP) tentaram entrar no escritório de uma organização americana em Ramallah, mas foram impedidos por forças de segurança palestinas. "Nós vamos queimar embaixadas, especialmente as britânica e americana", gritavam os manifestantes, segundo o correspondente da France Presse em Ramallah. A população palestina já havia atacado o Conselho Britânico e um prédio da União Européia na terça-feira. Os militantes também chegaram a seqüestrar 11 estrangeiros, mas todos já foram libertados. Abbas Parte dos protestos era dirigida ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que voltou antes do previsto de uma viagem pela Europa por causa da crise. "Está claro que os britânicos e americanos disseram à Autoridade Palestina (AP) que estavam indo saindo; e a AP não nos contou. O presidente Abbas precisa explicar o que aconteceu e por quê", disse Wissam Rafidi, um membro do comitê da FPLP, a France Presse. Saadat estava sob custódia palestina desde o início de 2002 e foi transferido para a prisão de Jericó sob supervisão internacional seguindo os termos de um acordo com Israel para que fosse levantado o cerco ao quartel-general do então líder palestino Yasser Arafat em maio daquele ano. O principal tribunal palestino determinou a sua libertação um mês depois, argumentando que não havia provas do seu envolvimento no assassinato do ministro israelense. Saadat foi eleito para o Parlamento palestino no início deste ano e tanto Abbas como o grupo militante Hamas, que saiu vencedor nas eleições, falaram na sua libertação. Israel, no entanto, afirma Saadat será julgado na Justiça israelense. O país também está interrogando dezenas de prisioneiros apanhados durante o cerco. Autoridades em Israel e na Cisjordânia continuam em estado de alerta temendo mais violência em resposta à ação na prisão. |
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