|
Índia e Estados Unidos finalizam acordo nuclear | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os Estados Unidos e a Índia finalizaram um acordo sobre energia nuclear durante a visita do presidente George W. Bush a Nova Déli, segundo o governo indiano. Pelo acordo, a Índia ganha acesso à tecnologia nuclear civil americana. O documento ainda precisa ser aprovado pelo Congresso dos Estados Unidos. Em Nova Déli, Bush participou de negociações com o primeiro-ministro Manmohan Singh. Após negociações com o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, Bush classificou o acordo com a Índia de “histórico”, mas disse que sua aprovação pelo Congresso talvez seja difícil. A Índia não é signatária do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (NPT, na sigla em inglês). Segundo o correspondente da BBC em Nova Déli, Sanjoy Majumder, o acordo poderá terminar com anos de isolamento da Índia sobre sua política nuclear. O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica da ONU, Mohammed ElBaradei se disse satisfeito com o acordo e acredita que ele vai dar um impulso aos esforços de não-proliferação. A Grã-Bretanha e a França também elogiaram o acordo, enquanto que o Paquistão - o rival indiano regional - disse que quer ter o mesmo nível de cooperação com os Estados Unidos. Apesar do presidente americano, George W Bush, ter dito que o acordo é "histórico", as reações não foram todas positivas em Nova Déli e em Washington e bush admitiu que não será fácil convencer o Congresso a ratificá-lo. Sinais contraditórios O correspondente da BBC, Jonathan Beale, em Wahsington, afirma que Bush tem uma briga pela frente e está sendo acusado de enviar sinais contraditórios no momento em que os Estados Unidos e seus aliados tentam limitar as ambições nucleares iranianas. A Índia não assinou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear e pelo acordo, vai classificar 14 de suas 22 instalações nucleares como tendo fins pacíficos e civis e abri-las para inspeções. Mas muitos defensores do Tratado acreditam que o acordo ignora o programa nuclear indiano. O Paquistão também teria bombas atômicas. Para El Baradei, o acordo vai acabar com o isolamento nuclear da Índia e, portanto, ajudar aos esforços de não-proliferação. Para ele, este acordo vai também ser "um passo importante para satisfazer as necessidades energéticas da Índia". Para o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, o acordo pode "representar um ganho para o regime de não-proliferação". O presidente francês, Jacques Chirac, que assinou um acordo semelhante com a Índia no mês passado, disse que o acordo pode ajudar na luta contra o aquecimento global e de não-proliferação. O acordo nuclear anunciado por Bush e Singh foi alvo de críticas tanto de opositores democratas quanto de republicanos. Para o deputado democrata Ed Markey, o acordo é um desastre e prejudica os esforços para conter as ambições nucleares de outros países, como o Irã, a Coréia do Norte e o próprio Paquistão. Para o deputado republicano Ed Royce, o Congresso terá que analisar com cuidado as implicações do acordo. Depois da Índia, Bush vai visitar o Paquistão, onde chega no sábado. Cooperação econômica O acordo nuclear havia sido fechado a princípio durante uma visita do primeiro-ministro indiano a Washington, em 2005. Mas a finalização do acordo foi adiada devido à diferença nos planos para separar os programas nucleares civil e militar da Índia e a abertura de suas instalações nucleares para inspetores internacionais. “Esse é um acordo necessário”, disse Bush após o encontro com Singh. “É um acordo que ajudará nossos dois povos. O Congresso precisa entender que é do nosso interesse econômico que a Índia tenha uma indústria de energia nuclear civil para ajudar a tirar a pressão da demanda global por energia.” |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Bush elogia democracia no Afeganistão em visita surpresa01 de março, 2006 | Notícias Paquistão ataca 'campo de militantes'01 de março, 2006 | Notícias Afeganistão já tem 10 mortos em atos contra charges08 de fevereiro, 2006 | Notícias Rebelião 'mata 4' em presídio no Afeganistão27 de fevereiro, 2006 | Notícias Doadores prometem US$ 2 bi ao Afeganistão31 de janeiro, 2006 | Notícias Britânicos quintuplicam força no Afeganistão26 de janeiro, 2006 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||