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Bush elogia democracia no Afeganistão em visita surpresa | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente americano, George W. Bush, fez uma visita surpresa ao Afeganistão nesta quarta-feira e elogiou o progresso da democracia no país. Os Estados Unidos ajudaram a derrubar o regime do Talibã em 2001. Bush disse ao presidente Hamid Karzai que seu país está "inspirando outros". O presidente americano se disse confiante de que Osama Bin Laden será levado à justiça. Apoio moral Na visita, cujos preparativos foram mantidos em segredo por razões de segurança, Bush aproveitou a viagem que tinha marcada para a Índia e antecipou a ida para fazer sua primeira visita ao Afeganistão. Bush chegou à base aérea americana de Bagram e foi levado de helicóptero para um encontro com Karzai no palácio presidencial. Em uma entrevista coletiva com Karzai, Bush disse ao povo afegão que a democracia no país está se fortalecendo: "Vocês estão inspirando outros e a inspiração vai fazer com que outros exijam sua liberdade". Sobre Bin Laden e o líder do Talibã, Mullah Omar, que estão sendo procurados há quatro anos sem sucesso, Bush disse que "não é uma questão sobre se eles serão levados à justiça, mas quando". O presidente americano também citou o Irã, dizendo que se o país fabricar armas nucleares, esta seria "a coisa mais desestabilizadora que poderia acontecer na região".
Bush também falou a cerca de 500 militares americanos estacionados na base aérea de Bagram. "Não vamos nunca nos deixar intimidar por criminosos e assassinos. Vamos vencer a guerra ao terror," disse Bush às tropas. De acordo com o correspondente da BBC Jonathan Beale, que está acompanhando a viagem de Bush, apesar de o presidente americano ter passado apenas algumas horas no Afeganistão, ele espera que a visita seja vista como uma demonstração de apoio moral a Karzai. Há cerca de 20 mil soldados americanos no Afeganistão, em busca de militantes da Al-Qaeda e do Talebã e cerca de 13 mil morreram em combate desde a queda do Talebã. O vice-líder do Talebã, Mullah Abdullah Akhund, ridicularizou nesta quarta-feira o segredo em torno da visita de Bush. "Se o presidente americano tivesse anunciado a visita com antecedência, os mujahedins do Talebã o teriam recebido com mísseis e ataques," disse Akhund à agência de notícias Reuters através de um telefone satélite de local desconhecido. Do Afeganistão, Bush seguiu para a Índia onde deve finalizar um acordo para compartilhar tecnologia nuclear. Milhares de muçulmanos indianos realizaram protestos nesta quarta em Nova Déli, contra a visita. Os manifestantes acusaram Bush de ser inimigo do Islã. Protestos semelhantes aconteceram em Calcutá. Depois da Índia, Bush deve seguir para o Paquistão. O presidente pretende pressionar Índia e Paquistão para resolverem a disputa em torno da região da Caxemira. |
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