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Atualizado às: 24 de fevereiro, 2006 - 12h37 GMT (09h37 Brasília)
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Ford da Argentina é alvo de ação por abusos na ditadura
Manifestação de mães de desaparecidos na ditadura argentina
Oficialmente, 10 mil morreram durante a ditadura militar
Ex-funcionários de uma fábrica da Ford na Argentina estão processando a companhia pelo que dizem ter sido abusos sérios cometidos durante a última ditadura militar no país, entre 1976 e 1983.

Eles dizem que os gerentes locais conspiraram com as forças de segurança para levar membros do sindicato dos trabalhadores para um centro de detenção dentro da fábrica, onde eles teriam sido torturados.

A Ford no passado já havia negado a ocorrência de torturas em suas instalações.

Diversas empresas multinacionais foram citadas no relatório da Comissão da Verdade, preparado após o fim da ditadura. O documento relatava seqüestros de sindicalistas.

Investigações

A ação civil contra a Ford Motor Company e a Ford Argentina também pede investigações sobre quatro ex-executivos da empresa e um oficial militar aposentado.

Os antigos sindicalistas argumentam que os diretores da Ford planejaram e executaram um plano preciso para se livrar violentamente dos ativistas do sindicato na fábrica a 40 km ao norte de Buenos Aires.

“Alguns de nós fomos seqüestrados pelos militares dentro da fábrica e levados para um centro de detenção clandestino e improvisado perto do centro esportivo da fábrica”, diz Pedro Troiani, um dos responsáveis pela ação.

“Lá éramos encapuzados, golpeados, forçados a enfrentar falsos pelotões de fuzilamento e torturados. Alguns de nós recebíamos choques elétricos.”

Outro ex-funcionário diz que aqueles que eram seqüestrados eram transportados em veículos fornecidos pela empresa.

Compensação

Os ex-funcionários buscam uma compensação financeira não determinada e um pedido público de desculpas. Eles também querem que a Ford construa um memorial dentro da fábrica.

A empresa até agora tem se recusado a comentar sobre o caso. Mas, no passado, a Ford negou categoricamente que qualquer abuso tenha ocorrido dentro de suas fábricas.

Várias empresas estrangeiras já foram acusadas de ter contribuído para os abusos aos direitos humanos na Argentina no final dos anos 1970.

Oficialmente, cerca de 10 mil pessoas foram mortas entre 1976 e 1983, no período que ficou conhecido como “Guerra Suja”. Porém grupos de defesa dos direitos humanos dizem que o número de mortos durante a ditadura pode chegar a 30 mil.

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